Com a igualdade, o Timão chegou a 10 pontos e, com isso, segue distante dos líderes. O Furacão, por sua vez, foi a sete pontos e se mantém na zona de rebaixamento. O que indica que terá trabalho duro pela frente o recém-contratado Vágner Mancini.
O jogo
Bastou a bola rolar no Durival de Britto para a chuva apertar de vez e atrapalhar os times. Apesar da vantagem técnica, o Corinthians acabou levando a pior. Apoiado pela torcida, que lotou o estádio, o Atlético-PR foi para cima e deu trabalho aos marcadores.
Logo no primeiro lance de perigo, o Furacão abriu o placar. Aos 5 minutos, Paulo Baier acertou um belo lançamento de costas para Marcelo. O atacante ganhou na corrida de Gil, chutou forte para o gol e bateu Cássio, que nada pôde fazer.
Daí em diante, o jogo piorou por causa do gramado encharcado. Muitas faltas, reclamações dos dois lados e bolas presas na água. E foi exatamente tentando tirar a bola das poças que o Timão empatou a partida. Aos 25 minutos, Renato Augusto realizou bela jogada na ponta esquerda, driblou três adversários e cruzou na área. Livre de marcação, Pato cabeceou a bola para dentro do gol.
A chuva até diminuiu nos minutos finais do primeiro tempo. No entanto, a fraca drenagem do gramado seguiu como o fator negativo. Com isso, poucas jogadas ofensivas eram vistas. Por outro lado, era água para todos os lados.
Assim como no primeiro tempo, o Furacão começou a etapa final melhor. E com mais vontade também. Em menos de 10 minutos, o time da casa por pouco não voltou a ficar em vantagem no placar. Cássio e, principalmente, o travessão salvaram o Corinthians.
Para piorar o jogo, diversos buracos surgiram no gramado. Logo, a técnica perdeu a disputa para o físico. Chegava ao ataque o time que trombava mais. Aos 29, a chance mais clara do Timão no segundo tempo. Pato recebeu em velocidade, ganhou na corrida, entrou na área, mas acabou chutando a bola em cima do goleiro Weverton. Mas ficou nisso. E as oportunidades de gols foram ainda mais raras, até o apito final.