De quebra, ele entrou no clube dos vira-casaca da Dupla Gre-Nal. Desta “equipe”, ídolos como Tinga e Fábio Rochemback fazem parte, assim como outras apostas que não deram muito certo. O Correio do Povo relembra as últimas trocas de jogadores que migraram entre estádio Olímpico e Beira-Rio, ou vice-versa.
Há ainda uma lista recente de três treinadores que frequentaram os endereços esportivos mais importantes de Porto Alegre. Dois deles, por sinal, pareceram ter um lugar cativo por anos em ambos os clubes.
Confira a lista:
Do Olímpico para o Beira-Rio
Bustos: foi contratado em 2008, após passagem apenas mediana no Grêmio. Suas principais credenciais eram as cobranças de bola parada. A resposta em campo, porém, ficou muito abaixo das projeções e ele acabou encostado por três anos, até ser repassado ao América de Cali, seu clube de origem.
Tinga: o volante, que ainda veste o manto colorado, experimentou sucesso nos dois clubes. Lançado pelo Grêmio em 1997, foi emprestado para o Japão e para o Botafogo antes de voltar e levantar título com a camisa tricolor. Foi campeão da Copa do Brasil de 2001, além de disputar três Libertadores antes de embarcar para o Sporting de Portugal. Voltou ao Brasil exatamente com a cor vermelha, em 2005, sendo peça-chave na conquista da primeira Libertadores colorada, em 2006.
Tite: Adenor Bacchi foi a grande aposta do Grêmio em 2001, após ter feito grande campanha com o Caxias, faturando o Gauchão. A resposta foi excelente e resultou na conquista da Copa do Brasil do mesmo ano, último título nacional tricolor. Ficou até 2003, quando acabou deixando o Olímpico no polêmico caso das "ovelhinhas do vestiário". Chegou no Beira-Rio em 2008. Levou a equipe ao 6º lugar no Brasileiro e ao título da Copa Sul-Americana. Venceu o Gauchão de 2009 e chegou à final da Copa do Brasil, no mesmo ano. Deixou o cargo após um segundo turno ruim no Brasileiro.
Julinho Camargo: este é um dos elementos com mais trânsito entre Olímpico e Beira-Rio. Começou nas categorias de base do Inter, antes de ser atraído pelo Tricolor. Lá, fez nome ao lançar jogadores como Lucas e Carlos Eduardo antes de tentar carreira como treinador em clubes menores. Voltou ao Inter como auxiliar técnico ao lado de Falcão. Chegou a ser avaliado como o referencial tático colorado em 2011 e contratado pelo Grêmio no meio do ano, após a queda de Renato Portaluppi. Durou pouco no cargo, em meio ao desequilíbrio da equipe e foi substituído por Celso Roth.
Do Beira-Rio para o Olímpico
Christian: centroavante consagrado dos anos de "vacas magras" do Colorado. Foi o principal nome do time em 1997, quando foi elemento vital na conquista do Gauchão, vencendo o Gre-Nal decisivo, além do famoso 5 a 2 do Brasileirão. Nesta temporada, tornou-se o maior artilheiro colorado em Brasileiros com 23 gols. Saiu em 1999 e foi para o futebol francês. O Grêmio foi buscar o centroavante em 2003. Em meio às dificuldades no Brasileirão daquele ano, seus gols foram vitais para livrar o Tricolor do rebaixamento. No ano seguinte, apagou-se como o resto do time, rumo à Segundona.
Gavilán: volante paraguaio, com passagem pela seleção, Gavilán teve duas passagens pelo Inter antes de migrar para o Olímpico. Em 2003, veio do México por empréstimo, marcando inclusive 11 gols. Foi para a Udinese na Itália e retornou ainda em 2004, participando da equipe "vencedora moral" do Brasileirão 2005. Chegou ao Grêmio em 2007, para reforçar o time na Libertadores. Teve boa atuação na competição continental, mas problemas com lesões abreviaram sua passagem pelo Tricolor.
Hidalgo: O peruano Hidalgo foi contratado pelo Inter por empréstimo, em 2006, do paraguaio Libertad. Apesar de ser um lateral-esquerdo de origem, suas qualidades de marcação foram muito empregadas no Colorado, onde ele jogou muitas vezes como zagueiro. Dificuldades de negociação em 2007 levara o Inter a liberar o jogador, que foi recomendado por Mano Menezes e contratado para a lateral-esquerda do Grêmio, onde até formou dupla com Bustos.
Rochemback: o volante foi formado na base colorada e estreou com a camisa do Inter em 1999. Enquanto o Grêmio revelava a técnica de Ronaldinho, em 2001 Rochemback também se consolidava como um ótimo marcador, mas sem dispensar o bom passe e o drible. Assinou com o Barcelona em 2001, onde ficou até 2003. Passou pelo futebol português e pelo inglês, antes de voltar a Porto Alegre, desta vez no Tricolor. Depois de uma temporada irregular, em 2009, firmou-se na equipe em 2010 e ganhou destaque na recuperação do Brasileiro, mantendo o bom nível em 2011, apesar do fracasso na Libertadores.
“Onipresente”
Celso Roth: Em janeiro de 2011, ele começava a temporada no Inter. Em dezembro, finalizava no Grêmio.
Poucas pessoas começam uma temporada num clube e terminam no outro e esse fenômeno se repetiu por mais de uma vez na carreira do treinador gaúcho.
type="text/javascript" src="
http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#username=xa-
4c76b6086e4c1cff">