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"Sou gaúcho e muito bairrista", diz Fabrício Werdum

Campeão do UFC afirmou que sonha com evento na Arena

Campeão do UFC afirmou que procura aproveitar cada passagem por Porto Alegre
Campeão do UFC afirmou que procura aproveitar cada passagem por Porto Alegre Foto : Paulo Nunes
Radicado nos Estados Unidos, o gaúcho Fabrício Werdum aproveita cada passagem rápida por Porto Alegre. Nessa terça-feira, o campeão dos pesos pesado do UFC visitou emissoras de televisão e conversou com a imprensa da Capital. Nesta quarta, embarca para compromissos em São Paulo, mas no fim de semana retornará para o Gre-Nal, quando será homenageado pelo Grêmio na Arena. A fala rápida, espontânea e entremeada de piadas carrega o sotaque forte de quem rodou o mundo e chegou ao auge, mas não esqueceu as origens. Confira um pouco da conversa:

A vitória sobre Cain Velásquez valeu a unificação do cinturão. O que mudou de lá para cá?

Tudo. O interesse das pessoas, as propostas de patrocínio, convites para aparições em eventos, palestras. E o preço também mudou, agora é mais caro (risos).

Qual foi a sua luta mais importante, esta ou aquela contra Fedor Elimianenko (lendário lutador russo, em 2010)?


Foram momentos diferentes. Da outra vez, ninguém me conhecia no mundo da luta. Quando eu ganhei, todos queriam saber quem era o cara que tinha acabado com a invencibilidade do Fedor. Depois daquilo, fiz uma campanha no Twitter e consegui voltar para o UFC. O Dana White até me falou: “Você colocou a máfia do Brasil atrás de mim”. Agora, valeu para acabar com aquela coisa chata de já ser o campeão, mas ser interino. Por mais que mantivesse a pose de forte, aquilo incomodava. Eu gosto muito das redes sociais e interajo bastante, mas muita gente vem xingar, e aí quando me xingam, eu bloqueio mesmo. Mas antes vou lá e dou uma resposta.

Esta coisa de falar o que vem à cabeça não te traz problemas?

Eu sou assim. Só tento ser o mais sincero possível. Tem coisas que não dá para falar, mas eu procuro manter o meu jeito.

Você ainda se sente em casa em Porto Alegre?

Claro. Sou gaúcho e muito bairrista. Adoro vir aqui, ir na Arena, receber o apoio da Geral. Sonho em lutar em um evento na Arena, seria um sucesso. As pessoas até estranham que eu não perco o sotaque, mas nunca vou perder. Tenho um amigo que fica 15 dias no Rio e começa a falar carioquês, eu digo para ele: “Tá de brincadeira?”.