Pesava sobre o jogador a acusação de ter se negado a ir para a sala de controle de doping logo após ter sido expulso, no início do segundo tempo da partida, realizada em Brasília. O jogador do Botafogo corria risco de ser suspenso por até dois anos, mas os auditores entenderam que o atleta não tinha como ter burlado o exame em tão pouco tempo.
"O atleta não havia sido sorteado. Nenhum atleta havia sido sorteado. Ele foi abordado. E perguntou: 'Já teve sorteio?'. Como ele disse que não, o jogador foi para o vestiário. Assim que o Airton foi sorteado, o oficial de controle de dopagem pegou o jogador e levou para a sala. O atleta cumpriu todos os requisitos", afirmou Aníbal Rouxinol, advogado do Botafogo, em defesa do volante. "Se ele quisesse burlar alguma coisa, não seria em minutos que isso iria acontecer", onderou o relator do caso, o auditor Francisco Pessanha.
Pela expulsão, por Airton ter pisado na cabeça de Alexandre Pato, o volante alvinegro foi julgado pelo STJD, na semana passada e suspenso por duas partidas – tendo cumprido uma automaticamente. O departamento jurídico do clube, porém, conseguiu efeito suspensivo e ele continua jogando. Entretanto, insatisfeita com a pena branda ao jogador, a Procuradoria recorreu e Airton será julgado novamente.