Inúmeras foram as manifestações contrárias e favoráveis a todos os lados. Imprensa, advogados e torcedores discutiram a fundo a situação, que traz à tona, na visão de alguns, um conflito entre a moralidade (manter o resultado de campo) e a legalidade (punir quem descumpriu o regulamento). A importância dos casos na pauta de hoje coloca o STJD em evidência, mas, segundo um dos auditores do Pleno, Miguel Cançado, a situação não influencia o voto.
“Não posso comentar os processos, porque posso ficar impedido de julgá-los. Mas o fato de enfrentarmos questões complexas é natural para o Tribunal. Vamos decidir o que for melhor, dentro da lei. O fato de haver julgamentos de grande repercussão não interfere. Somos profissionais do direito. Quem decide tem que ter coragem e serenidade”, disse ele dando uma resposta a quem fala mal do Tribunal.
“Só critica quem não conhece. O STJD é formado por advogados de qualidade, gente séria. Discutimos os casos a fundo. Tem vezes que por mais de uma hora. A sessão é sempre aberta. Todos deveriam ir um dia”, completou.
O Vasco tenta ficar com os pontos do jogo contra o Atlético-PR, mesmo tendo sido goleado por 5 a 1. Já Portuguesa, Flamengo e Cruzeiro foram enquadrados (em situações diferentes) no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punição a quem escala jogadores de forma irregular. Os dois primeiros podem perder quatro pontos e correm risco de degola. O Fluminense acabou se envolvendo na história, pela chance de ser beneficiado em caso de punição a Lusa ou Fla, o que resultaria na fuga do rebaixamento.
Nesta sexta-feira é certo que a briga acaba no STJD. A dúvida é se algum dos lados irá à Justiça comum, deixando incerto o futuro do Brasileirão.