Assim como havia acontecido no julgamento em primeira instância, Rogério Pastl, advogado que representou o Novo Hamburgo no caso, voltou a defender a tese de que o clube gaúcho foi induzido ao erro. Pastl ainda utilizou questões emotivas ao citar o Novo Hamburgo como um clube de 103 anos e que havia, por exemplo, alcançando as oitavas de final da Copa do Brasil pela primeira vez. O sistema da CBF também foi citado.
"A gente, no mínimo, têm que reconhecer que alguns erros estão sendo cometidos. Erros que levam à confusão de se escalar um jogador", disse Pastl.
"A irregularidade é flagrante. O clube errou. Considerou que ele poderia jogar, quando estava sem contrato. Não se pode imputar falhas que estão ocorrendo no sistema da CBF. O clube assumiu esse risco, chamou esse risco para si", destacou Osvaldo Sestário, advogado do ABC, o terceiro interessado do caso.
Já Paulo Schmitt, procurador-geral do STJD, alertou que a CBF não teria nem que alertar os clubes em casos como o de Preto, que não tinha condições de jogo. O controle deve ser feito pelos clubes. "O caso é muito simples. O atleta "cumpriu" um jogo de suspensão, quando não deveria cumprir. Ele tinha uma pendência e não poderia atuar se estivesse em outro clube. É difícil, é doloroso, mas cada caso é um caso diferente. A CBF vai tentando informar até quando não deveria informar, pois pode gerar um desconforto. É de responsabilidade dos clubes, eles têm acesso às informações", disse.
Eliminado pelo Internacional na Copa Fernandão da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) – que garante os melhores colocados vagas na Copa do Brasil e na Série D de 2015 –, o Novo Hamburgo, no momento, não disputa nenhuma competição com seu time principal.
Após a manutenção da decisão em primeira instância, ABC e Vasco se enfrentarão pelas oitavas de final da Copa do Brasil nos próximos dias 26 de agosto e 3 de setembro, em São Januário e no Frasqueirão, respectivamente.