O julgamento contou com a presença do próprio atleta, do advogado do Furacão, Domingos Moro, do médico Luis Salim e de um psicólogo que acompanha diariamente a situação de Rodolfo. Ele admitiu o vício e revelou estar internado desde o dia 2 em uma clínica de reabilitação.
"Sou dependente químico há seis anos. Venho de pai e mãe humildes. Quando tinha 15 anos tive o meu primeiro contato com as drogas. Consegui me controlar, mas em alguns anos eu voltei a usar", relatou o goleiro em depoimento. "Em concentração, eu não usava", garantiu.
A defesa tentou diminuir a pena do goleiro. Domingos Moro demonstrou que a droga só traz prejuízo ao desempenho e destacou o fato do jogador confessar e se internar em uma clínica. Apesar disso, o relator Felipe Bevilacqua de Souza votou pela suspensão de dois anos. Os auditores Vinicius Augusto Sá Vieira, Luis Felipe Bulus Alves Ferreira, Washington Rodrigues de Oliveira e o presidente Paulo Valed acompanharam a decisão.
Os dois últimos fizeram questão de demonstrar pesar pela suspensão. A situação de Rodolfo ainda pode se agravar, já que foi pego no exame na partida contra o Ceará, pela sétima rodada da Série B. Como diz a lei, há chance de o atleta ser banido do esporte. O julgamento deste jogo, no entanto, ainda será marcado pelo STJD.