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Título da Copa do Brasil tem a marca dos jovens do Grêmio

Luan, Pedro Rocha, Éverton e Walace se destacaram na campanha tricolor

Título da Copa do Brasil tem a marca dos jovens do Grêmio
Título da Copa do Brasil tem a marca dos jovens do Grêmio Foto : Guilherme Testa
A taça da Copa do Brasil 2016, conquistada pelo Grêmio na noite dessa quarta-feira, com Arena e Goethe lotadas, teve a participação decisiva, em muitos momentos, dos jovens oriundos das categorias de base. Luan, Pedro Rocha, Éverton e o volante Walace viram o clube amargar derrotas e ser alvo de gozações. Com a taça na mão, deram um basta na noite passada. Mas a caminhada para o coroamento começou bem antes.

Destes jovens, Luan, 23 anos, é o mais "experiente". Despontou em 2014, mas virou titular do Grêmio na temporada 2015. Habilidoso, toque refinado na bola, dribles curtos, jogou futsal antes de ir para o futebol de campo. O meia-atacante veste a camisa 7, que foi imortalizada por Renato. Na semifinal contra o Cruzeiro fez um golaço.

Éverton, o Cebolinha, é o caçula da turma. Com apenas 20 anos, joga feito gente grande. Não tem medo de partir para cima, é atrevido. No jogo de volta das quartas-de-final contra o Palmeiras anotou o gol que valeu a vaga na semifinal. É o talismã tricolor. Entra nas horas complicadas e dá conta do recado. No primeiro jogo da final fez o terceiro gol gremista após aparar cruzamento de Geromel.

Pedro Rocha é um atacante braçal. Fecha o lado, marca. Mas, acima de tudo, é artilheiro. Dribla fácil e usa o vigor físico para ganhar dos zagueiros. Na primeira partida da decisão fez dois gols. Walace é de uma elegância ímpar. Desarma e sai jogando. Impõe respeito com seu porte e chega na frente para concluir.

Está na história do Grêmio. Os principais títulos foram conquistados com jogadores da base gremista. Foi assim com Renato em 1983 e depois no elenco multicampeão de 1995 com Danrlei, Roger e Carlos Miguel. Hoje, os gremistas viram novos talentos se consagrarem. Este é o DNA tricolor.