Ao saber do roubo, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) – responsável por cuidar das taças na visita ao Brasil – acionou imediatamente a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas do Rio de Janeiro (DRFC) da Polícia Civil, que será a responsável por investigar o caso.
Antes do roubo, as taças também já haviam passado por São Paulo, onde foram expostas no Ginásio do Ibirapuera durante a disputa da etapa brasileira do Grand Prix, entre os dias 8 e 10 de agosto. O retorno para a Suíça, sede da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), ocorreria neste sábado. Os objetos seriam levados por uma funcionária da própria Confederação Brasileira.
Na noite desta sexta, a CBV emitiu uma nota oficial fazendo um apelo para a devolução das taças. O superintendente geral da entidade, Neuri Barbieri, revelou que a FIVB já foi informada sobre o roubo e acionará o seguro. Ele também aproveitou para pedir o retorno de ambos os troféus.
“�Estas duas taças não têm valor comercial. Não são feitas de metal nobre, apenas banhadas a ouro. Talvez por estarem em uma caixa bonita tenham chamado a atenção dos bandidos. Mas faço um apelo para que os meliantes devolvam os objetos. Tenho certeza que seremos campeões de ambos os Mundiais e estas taças ficarão aqui no Brasil de vez”, disse.
Barbieri lamentou bastante o roubo e a repercussão negativa que terá para a imagem do país. “Fica ruim para o país e para o próprio vôlei que teve tantas notícias ruim nos últimos meses. Mas desta vez, nós (CBV) não tivemos nenhum tipo de culpa”, afirmou.
Caso o problema não for resolvido, os próximos campeões podem ficar sem os troféus. O Mundial masculino começa no próximo dia 30, enquanto o feminino tem início no dia 23 de setembro.
O caso lembrou 1983, também no Rio de Janeiro, ladrões roubaram da sede da Confederação Brasileira de Futebol a taça Jules Rimet, dada pela Fifa aos campeões mundiais de futebol. O objeto acabou derretido.