Atual número 147 do ranking, o tenista vem amargando fracos resultados em 2011, supostamente por conta das dores. Ele foi eliminado logo na estreia dos Challengers de Blumenau e Santos, e na primeira rodada do ATP 250 de Estoril, em Portugal.
Foi em 2009 que o gaúcho obteve seu melhor resultado em um torneio da ATP, quando alcançou as semifinais em Gstaad, na Suíça. O tenista, que representou o Brasil nas últimas edições da Copa Davis, destacou-se nos torneios da série Challenger, logo abaixo das competições organizadas pela ATP. O brasileiro faturou 14 títulos de simples e se tornou o terceiro maior vencedor nas competições deste nível.
"Minha vida nas quadras sempre foi marcada pela superação, mas desta vez não consigo mais suportar as dores e de jogar tão abaixo do meu ideal", lamentou Daniel. "Foram muitas contusões e quem acompanhou a minha luta sabe do meu esforço para me manter bem no ranking, sempre ali entre os 100 do mundo. Mas agora já não sou mais um menino", avaliou o gaúcho.
As dores no ombro se agravaram no início deste ano e os médicos constataram uma fratura por estresse na clavícula, uma ruptura parcial do ligamento em três pontos distintos e uma bursite. O diagnóstico foi feito depois do Aberto da Austrália, em janeiro. Na ocasião, ele também sofria com dores no joelho, que o fez abandonar a partida contra o espanhol Rafael Nadal, líder do ranking.
Desde então, o atleta vem se submetendo a um tratamento com injeção de plasma enriquecido e fisioterapia. No entanto, o ombro vem apresentando tímida recuperação. "É praticamente impossível sacar como antes. Depois de três meses sem exercícios, a musculatura fica bem mais fraca e perde aquela memória de explosão muscular, ou seja, já não é mais a mesma e precisaria de muitas e muitas horas de treino, e outras tantas em competições, para voltar ao nível anterior e a lesão dificulta ainda mais o retorno".
O principal objetivo de Daniel, agora, é entrar direto na chave principal de Roland Garros. Para tanto, depende de três desistências para evitar o qualifying. Ele também pretende competir na Colômbia, onde obteve seu maior recorde na carreira, com oito títulos, entre 2005 e 2010. De olho no futuro, Daniel espera seguir trabalhando com tênis. "Estou com dois corações batendo aqui dentro. Um que sofre por estar se despedindo, mas tem outro que me dá a esperança de continuar trabalhando. Vivi muita coisa dentro e fora das quadras e tenho certeza que posso ajudar a mostrar o caminho certo para a nova geração", projetou.