"Hoje tinha alguns sacos na raia e isso acaba atrapalhando todo mundo. No meu caso, um prendeu no meu barco nos últimos quatro minutos da regata. Não perdi colocação, mesmo não conseguindo tirar o saco. Parei três vezes para isso. Acabei levando para casa"m disse Bimba, estimando que cerca de 20 velejadores pararam para tentar tirar sujeira dos barcos.
Apesar do problema, o velejador, que no passado já se deparou até com um cadáver na Baía de Guanabara, afirmou que os organizadores deram sorte porque a água está surpreendentemente clara nas áreas das regatas. Segundo ele, isso se deve ao trabalho da natureza e não do poder público.
"O prefeito Eduardo Paes esteve aqui hoje e disse que está tudo bem. Não está, prefeito. Tem esgoto sendo despejado no entorno da Marina da Glória (sede do evento) onde os estrangeiros param seus barcos. O cheiro é insuportável. Eles tiveram cinco anos desde que o Rio ganhou a sede da Olimpíada e nem o esgoto conseguiram tratar", prosseguiu.
Além dos governos, Bimba também criticou a população carioca que joga liga na Baía. De acordo com ele, se a o morador é porco, a água também será porca.
Quem também classificou como sorte a boa situação da água da Baía de Guanabara foi o velejador Jorge Zarif, da classe Finn. Ele terminou o primeiro dia na liderança, com três pontos perdidos, após vencer uma regata e chegar em segundo na outra.
"Achei que fosse estar bem pior. Mas aconteceu como na Copa do Mundo de Futebol, acabou que está dando tudo certo. Mas existe previsão de chuva a partir de terça-feira, aí a situação pode piorar. Por enquanto, a água está boa. É mais sorte do que competência. Velejo aqui há 15 anos e não muda nada", disse Zarif.