O presidente da Federação Boliviana de Futebol (FBF) e tesoureiro da Conmebol, Carlos Chávez, foi detido nesta sexta-feira após uma investigação por corrupção, que atinge também outros dirigentes do futebol do país. Um comunicado do Ministério Público entregue à AFP informa que "emitiu ordem de prisão" contra Chávez, "como parte de um processo de investigação sobre corrupção na gestão de recursos que entraram em nome do país".
De acordo com o breve comunicado, Chávez "prestou sua declaração à comissão que investiga o caso" durante oito horas. Também foi preso o secretário da FBF, Alberto Lozada, por suposta manipulação de resultados.
Uma autoridade judicial disse em junho que Chávez e outros três altos dirigentes "seriam os supostos autores dos fatos que estão sendo investigados", entre eles o uso de benefícios em função do cargo, lavagem de ganhos ilícitos, uso indevido de influências e formação de quadrilha.
O manda-chuva do futebol boliviano, que sempre negou as acusações, disse à imprensa antes de ser preso que não está apegado ao cargo, diante de pedidos insistentes para renúncia do cargo, inclusive do presidente Evo Morales e da Associação Nacional de Futebol (ANF).
"A ANF não pediu minha renúncia porque eu me reuni eles e não pedi minha renúncia, e nem metade dos clubes o fez. Assinaram um carta de forma manipulada, mas não pediram minha demissão. Porém não me apego ao cargo e nem a nada", disse Chávez em Sucre, onde funciona a procuratoria-Geral.
Desde que escândalo de Corrupção da Fifa estourou, em maio, um total de 23 pessoas foram citadas pelo Ministério Público para prestar declarações à justiça boliviana.
Tesoureiro da Conmebol é preso na Bolívia
Carlos Chavéz foi detido devido a uma investigação por corrupção