O comandante foi questionado sobre o fato de a diretoria lhe dar respaldo nas entrevistas concedidas durante a semana. Roberto de Andrade e Edu Gaspar, diretor e gerente de futebol, respectivamente, deixaram claro que uma saída neste momento só viria por decisão do próprio Tite.
"Até dia 31 de dezembro, que é quando acaba o contrato, nada vai me mover do trabalho que estou fazendo até agora. Chateado com o momento ou não... Isso é normal. Sente, trabalha, sente e vai de novo. É assim que estou trabalhando desde os meus 16 anos. Eu sinto a pressão, mas preparo, persisto, me reinvento... Essa é minha função neste momento. Tenho de ter calma para passar pela adversidade e readquirir confiança. O futebol é assim", afirmou.
Para falar da fase do Corinthians, que não vence há cinco partidas na competição nacional, o treinador chegou a dizer que suas noites de sono não estão sendo muito boas. "Acham que durmo bem? Mas procuro ter o foco sempre no trabalho. A função te exige muito. Estou preparado, mas como ser humano sinto a tristeza do torcedor, a vontade do resultado. Ontem (sexta-feira) eu estava na minha sala e escutei um suspiro do Roberto de Andrade: "Como é bom ganhar!". E faz tempo que não sentimos este gosto. Mas tem que ter tranquilidade. Se não tiver, não acha o caminho", explicou.
Por fim, Tite comentou sobre o fato de a imprensa expressar a palavra crise para o momento que o Timão vive dentro de campo. "Não me incomoda, mas também não pauto ninguém. Não vou colocar adjetivos, quero jogar bem e vencer. O que colocarem tenho que respeitar", concluiu.