"Por vezes, as pessoas olham para o outro lado dizendo que sempre é melhor. Até a namorada do outro às vezes é melhor. Não! A namorada que está do lado é a boa", comparou o comandante alvinegro, esperando que o sucesso do Corinthians convença os dirigentes brasileiros de que manter um técnico por longo período no cargo dá resultado.
"Equipe, padrão, ideia de permanência do técnico na adversidade, competência dos diretores, entendimento dos torcedores... Ele (o título) passa essa lição: trabalho a médio prazo pode ter resultado", acrescentou.
Tite chegou ao Corinthians em 2010 e, mesmo sem perder nenhum jogo na reta final do Campeonato Brasileiro daquele ano, acabou ficando em terceiro lugar. Por isso, precisou disputar a primeira fase da Libertadores contra o Tolima (COL), duelo que acabou se tornando um dos maiores vexames da história do clube. Naquela época, mesmo pressionado, o então presidente Andrés Sanchez resolveu mantê-lo. Resultado: títulos do Brasileiro, da Libertadores e do Mundial de Clubes.
"Em 16 jogos, considerando Libertadores e Mundial, tomamos só quatro gols. Quatro! E devemos ter o maior saldo. 'Ah, mas só se defendeu...'. Não! Fez muito, criou muito. Hoje, poderíamos ter feito o gol antes", afirmou o técnico.