Durante o treino desta terça-feira, um grupo de cerca de 30 torcedores foi ao CT do Parque Ecológico para protestar. Além de levar faixas, com frases como "Elenco medíocre" e "Jogadores baladeiros"; e de gritar palavras de ordem, alguns chegaram a invadir os campos de preparação. Os seguranças do clube e a polícia agiram rápido, evitando qualquer contato dos manifestantes com os jogadores.
"É desagradável, ninguém gosta. Não precisa ser assim", lamentou Tite. O treinador lembrou que o centro de treinamento não é local para protestar. Ele relatou que o torcedor que for ao estádio tem todo o direito de cobrar o time e ressaltou: "Tem um monte de gente que tem reconhecido e sabe do trabalho que está sendo feito no Corinthians".
Perguntado se o protesto e a invasão atrapalharam o time, Tite relativizou a interferência: "De motivação não serve. E não interferiu porque já estávamos indo para outro campo", apontou. Ele também reconheceu que essa pressão faz parte do dia a dia corintiano. "O Corinthians tem essa característica pelo grande time que é, pela busca do título, pelo início de campeonato que teve, a expectativa que criamos", ponderou.
Tite garantiu que sua decisão não está relacionada ao protesto, mas decidiu fechar os treinamentos de quarta-feira à imprensa. Ele avalia que terá mais tranquilidade para preparar o time para o importante jogo de quinta, contra o Flamengo, no Pacaembu, pela 22ª rodada do Brasileirão. "Precisamos trabalhar e reverter (essa situação)", reconheceu Tite, lembrando dos fracos 12 pontos somados nos últimos 11 jogos que disputou.