"O troféu é uma retribuição a todo torcedor corintiano pelo carinho que deu à equipe. Os que vieram para cá e aqueles que estão no Brasil, que não puderam estar presentes, mas estão presentes de espírito. Em segundo plano coloco minha família, uma coisa mais pessoal. E tive uma felicidade a mais por todos estarem muito próximos a mim neste momento", completou.
O comandante do Corinthians ignorou o posto de melhor técnico da história do clube. "Não (sou o melhor de todos). Sei do meu valor, sei do meu trabalho, mas tive o privilégio de ter uma direção que acreditou no meu trabalho nos momentos difíceis. Agradeço ao Andrés (Sanchez, ex-presidente do clube) e ao doutor Mário Gobbi. O técnico é a vidraça, mas culturalmente vamos modificando. Eles mostraram que podemos trabalhar a longo prazo e fico feliz por ter sido escolhido", disse o comandante.
Tite estava no Al-Wahda, dos Emirados Árabes, quando foi convidado a retornar, em 2010. Ele se preparava para disputar o Mundial de Clubes, mas abriu mão da competição para retomar sua trajetória no Corinthians. A primeira passagem, entre 2004 e 2005, foi encerrada após uma briga com o iraniano Kia Joorabchian, empresário da MSI, então parceira do clube.
"Perto do Mundial de 2010, eu estava no Al-Wahda. Me falaram: feita a abertura, você tira foto com a taça. Eu tirei, mas pensei: vai ser difícil chegar perto dela (risos). E o Corinthians abriu de novo essa possibilidade", acrescentou Tite.