Tite defendeu a produção coletiva dentro de campo e não apenas a individualidade. "Dentro da maneira que eu enxergo o futebol, eu entendo que a individualidade só irá aparecer quando o conjunto está bem. Eventualmente, um atleta pode realizar uma jogada brilhante ou eu ter a felicidade de colocar um jogador que faça um gol importante, como foi o caso do Romarinho diante do Boca. Temos que ter a noção é preciso ter qualidade e competitividade na Libertadores. Trabalhávamos muito isso no Corinthians", explicou.
O técnico corintiano lembrou que todos os 11 jogadores que terminaram a Libertadores como titulares foram reservas em algum momento da competição. "Para isso acontecer, o respeito é fundamental. Não adianta eu fazer um discurso exaltando o coletivo e ficar insatisfeito com o colega ou com o técnico. Ficar no banco não é desprezo para ninguém. É apenas uma escolha, feita com consideração ao atleta que não está sendo aproveitado", argumentou Tite.
"Quando o Émerson marcou o gol contra o Santos, na Vila Belmiro, os jogadores que estavam em campo tentaram fazer um bolinho, mas ele correu para o banco de reservas e foi comemorar ali", acrescentou Tite.
Aprendizado com Grêmio e Inter
Tite revelou que aprendeu muito no período em que trabalhou no Grêmio e no Inter. Para ele, o período serviu para perceber que é impossível encarar duas competições paralelas com o mesmo foco. "Somos humanos e isso não tem como fazer. Estabelecemos a Libertadores como prioridade, mesmo sabendo que estávamos perdendo pontos importantes no Brasileirão. Isso foi feito pelo Vasco, Fluminense e Inter nessa edição", recordou.