Sabendo do perfil das duas equipes, Tite recomendaria ao Boca Juniors partir para cima do Corinthians no jogo desta quarta-feira, em Buenos Aires, na primeira partida da decisão da Libertadores. "Nesses momentos, o que eu vejo, é não modificar o que o que se fez até agora. Não deixar de fazer, ou melhor, fazer o que fez até agora. Eu agrediria o Corinthians", disse o treinador, nesta terça, quando perguntado que conselhos daria para o técnico do Boca, Julio Cesar Falcioni.
Tite sabe da força do Boca Juniors na sua casa – e fora dela –, tanto que o discurso de respeito ao time argentino esteve presente em toda a entrevista coletiva do treinador nesta terça. Ele, porém, reforça que o Corinthians é um time que não deve nada aos argentinos.
"Boca sempre é Boca, com sua tradição, força, estilo e grandeza da Bombonera, com todo respeito. Mas o Corinthians também chegou com merecimento e chegaram à final as duas equipes mais fortes. Esse time está quase há dois anos junto, aprendendo no erro e chegando forte", destacou o treinador, que está no Corinthians desde o segundo semestre de 2010.
Ao falar da fama de retranqueiro que tem o seu time, Tite lembrou que a equipe também marca gols. São 19 até aqui na Libertadores, contra três sofridos em 12 jogos. O Boca marcou um gol a menos, mas sofreu quatro a mais.
"Quem é o melhor saldo? Isso mostra uma equipe equilibrada. Não importa os poucos gols que ela faz, importa o equilibro com saldo de gols. O setor defensivo também participação. Para construir um gol precisa de 20 pernas e duas mãos", explicou Tite.
Com relação à Bombonera, forte arma do Boca na decisão, Tite pregou cautela, mas comparou o local à Vila Belmiro, de onde o Corinthians voltou com uma vitória na semifinal. "O estádio tem uma mística especial, ecoa, fica próximo do torcedor, mas a essência é ficar focado no jogo, no passe, no domínio. Lá no Pacaembu é assim também, na Vila Belmiro assim", destacou o técnico corintiano.