O jovem se entregou às autoridades policiais brasileiras poucos dias após o acontecimento trágico, confessando ser o responsável por acender o sinalizador que matou o boliviano Kevin Beltrán Espada, de 14 anos, durante a partida entre San José e Corinthians. Contudo, a informação oficial da confissão não chegou às autoridades bolivianas até duas semanas atrás, aproximadamente.
"É a denúncia formal contra a pessoa que se encontraria no Brasil e que seria o responsável por acender o sinalizador que causou a morte de Kevin", disse o juiz designado para o caso, Rubén Arciénaga. O Ministério Público acusou inicialmente 12 torcedores do Timão pela morte de Kevin durante a partida em 20 de fevereiro deste ano, mas libertou sete deles na semana passada. Outros cinco continuam presos.
Arciénaga disse ao canal ATB que o jovem brasileiro, que reside em São Paulo, "é imputável de acordo com as leis bolivianas", ao contrário do que acontece no Brasil, o que dará discussão sobre uma possível extradição à Bolívia. "Ele não é tão menor de idade quanto parece, sabemos que ele faz 18 anos neste mês. Além disso, seguindo nossas leis, sabemos que a partir dos 16 anos uma pessoa é imputável", explicou o juiz.
A justiça boliviana estabelece uma condenação de 5 a 20 anos de prisão pelo crime cometido. Arciénaga não revelou quando serão iniciadas as formalidades legais e diplomáticos para tentar levar o jovem brasileiro à Bolívia.