Esportes

Torcedor do Corinthians de 17 anos é denunciado na Bolívia

Juiz deve pedir extradição do jovem pela morte de Kevin Espada

Um juiz boliviano informou nesta quarta-feira a inclusão de um jovem brasileiro de 17 anos, residente em São Paulo, no processo contra vários torcedores do Corinthians, investigados pela morte em fevereiro de um menino durante partida da Copa Libertadores.

O jovem se entregou às autoridades policiais brasileiras poucos dias após o acontecimento trágico, confessando ser o responsável por acender o sinalizador que matou o boliviano Kevin Beltrán Espada, de 14 anos, durante a partida entre San José e Corinthians. Contudo, a informação oficial da confissão não chegou às autoridades bolivianas até duas semanas atrás, aproximadamente.

"É a denúncia formal contra a pessoa que se encontraria no Brasil e que seria o responsável por acender o sinalizador que causou a morte de Kevin", disse o juiz designado para o caso, Rubén Arciénaga. O Ministério Público acusou inicialmente 12 torcedores do Timão pela morte de Kevin durante a partida em 20 de fevereiro deste ano, mas libertou sete deles na semana passada. Outros cinco continuam presos.

Arciénaga disse ao canal ATB que o jovem brasileiro, que reside em São Paulo, "é imputável de acordo com as leis bolivianas", ao contrário do que acontece no Brasil, o que dará discussão sobre uma possível extradição à Bolívia. "Ele não é tão menor de idade quanto parece, sabemos que ele faz 18 anos neste mês. Além disso, seguindo nossas leis, sabemos que a partir dos 16 anos uma pessoa é imputável", explicou o juiz.

A justiça boliviana estabelece uma condenação de 5 a 20 anos de prisão pelo crime cometido. Arciénaga não revelou quando serão iniciadas as formalidades legais e diplomáticos para tentar levar o jovem brasileiro à Bolívia.

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