Os Spurs, pelo qual joga o volante Paulinho, tentou contratar o atacante em agosto, no fechamento da janela internacional de transferências, mas o Corinthians negou a proposta de 15 milhões de euros (cerca de R$ 40 milhões), valor equivalente ao que havia pago ao Milan no fim de 2012. "O Tottenham procurou o Corinthians para pedir a minha transferência, mas sentei-me à mesa com o clube e com meu agente (Gilmar Veloz) e decidi que queria ficar", admitiu Pato.
A diretoria do Corinthians decidiu negociar Pato depois do pênalti perdido contra o Grêmio, que provocou a eliminação corintiana na Copa do Brasil, no último dia 23 de outubro. Os dirigentes chegaram à conclusão de que o atacante não tem identificação com o clube nem mudará este quadro.
O problema é que o Timão detém apenas 60% dos direitos sobre Pato. Os outros 40% foram cedidos ao jogador como contrapartida ao fato de ele ter concordado com a redução salarial – recebia cerca de R$ 1 milhão por mês na Itália e ganha aproximadamente a metade no Corinthians.
Retorno pela Seleção Brasileira
O principal motivo que levou Pato a retornar para o Brasil no início deste ano foi a possibilidade de voltar à Seleção Brasileira, resolvendo os problemas físicos com o departamento médico do Corinthians, que havia feito Ronaldo Fenômeno jogar em alto nível no primeiro semestre de 2009.
Pato, de fato, encerrou a série de lesões musculares que tinha no Milan, mas não aproveitou as chances na Seleção de Felipão. No Corinthians, ele não conseguiu virar titular absoluto e é preterido pelo peruano Paolo Guerrero. O pênalti perdido com cavadinha contra Dida, que gerou repercussão negativa mundial e protestos raivosos da torcida, foi a gota d’água para a diretoria.