O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, afirmou nesta sexta-feira que não tinha conhecimento das propinas que o governo dos Estados Unidos afirma que José Maria Marín e outros cinco dirigentes da Fifa recebiam. Além disso, acrescentou que não deve pedir renúncia. "Não vou renunciar porque eu não tenho nada a ver com isso", completou em entrevista coletiva após deixar Zurique antes da eleição da entidade máxima do futebol.
Nero prestou solidariedade a Marin, mas negou participação em assinaturas de contratos na época em que era vice-presidente da CBF. Garantiu que todos os documentos serão analisados depois das denúncias. “Não podemos dizer que estes contratos são ruins para a CBF porque eles andaram bem até hoje. Mas como há suspeita, nós temos que analisar”, disse.
Nero, que estava em Genebra para a votação do novo presidente da Fifa, marcada para hoje, decidiu voltar ao Brasil para prestar os devidos esclarecimentos depois de uma reunião com a diretoria e o departamento jurídico da Conmebol. “Recebi a notícia por telefone. Nos reunimos com o presidente da Conmebol (Juan Ángel Napout) e ela entendeu que era melhor constituir um advogado. Daí pra frente o encaminhamento ficou com o advogados. Até eu sair de Genebra, não havia mais notícias, a não ser a dos jornais”, afirmou.
A CBF deve continuar votando em bloco com a Conmebol para a presidência da Fifa. “É um acordo firmado há muito tempo. Quando existem mais de seis votos os outros quatro acompanham os demais. Eu disse para os nossos delegados acompanharem o voto da maioria e decidir”, explicou.
Na quarta-feira, a CBF informou o afastamento do ex-presidente da entidade e atual vice-presidente, José Maria Marin do quadro diretivo da entidade. A decisão é válida ao menos até o fim do processo de investigação sobre possíveis atos de corrupção, no qual o dirigente está envolvido. Segundo Nero, esta foi uma orientação da Fifa.
Triste por Marin, Del Nero nega renúncia e conhecimento de propinas
Todos os contratos da CBF serão analisados, segundo presidente