No último domingo, aconteceu as finais por aparelho do Troféu Brasil de ginástica artística, na Arena BRB Nilson Nelson, em Brasília. Na categoria adulta, homens e mulheres disputaram o lugar mais alto do pódio contra os oito melhores de cada prova em dez aparelhos. Os ginastas gaúchos, representando o Grêmio Náutico União (GNU) e a Sogipa, voltaram para casa com cinco medalhas na bagagem.
O destaque vai para o naipe feminino, que garantiu três medalhas em duas provas, com direito a dobradinha no salto. Ambas do GNU, Luiza Abel e Francine Oliveira conquistaram as maiores notas, pontuando 13.049 e 12.849, respectivamente, na média das duas apresentações no aparelho.
Luiza também foi vice-campeã nas barras assimétricas, com 12.500. A unionista ficou atrás apenas da Ana Luiza Lima, do Minas Tênis Clube (MTC), que somou 13.066. Essa foi a primeira competição de Ana após voltar de lesão no tendão de Aquiles, e ela conseguiu se colocar entre os principais nomes.
Também no salto, mas no naipe masculino, o sogipano João Matheus Silva garantiu a medalha de bronze. Já Juliano Oliva, do GNU, terminou como vice-campeão nas argolas, sendo desbancado apenas pelo Caio Souza, do MTC, que foi o grande nome do Troféu Brasil 2025, totalizando quatro medalhas nas quatro finais que competiu.
O que esperar para as próximas competições
A unionista Andreza Lima, que também voltou de lesão no tendão de Aquiles, não teve sua melhor performance em Brasília. A ginasta competiu apenas nas barras assimétricas, mas não conseguiu avançar à final devido a uma queda nas classificatórias comprometendo a sua nota.
Mesmo assim, trata-se de um nome a ser observado de perto nas próximas competições do calendário nacional e internacional. Andreza é uma das maiores promessas para Los Angeles 2028, tendo sido reserva na equipe feminina que conquistou o bronze nas Olimpíadas de Paris 2024.
Em missão mais próxima, Júlia Coutinho (Flamengo), Gabriela Barbosa (Pinheiros) e Gabriela Bouças (Flamengo) embarcaram, ainda em Brasília, para a etapa da Copa do Mundo da Eslovênia, que ocorre de 15 a 18 de maio. A disputa será nos mesmos moldes do Troféu Brasil, sendo que cada atleta se inscreve no aparelho da sua especialidade.
A expectativa no feminino é no solo da Júlia, estreante em etapas de Copa do Mundo, e que terminou em terceiro lugar em Brasília, com 12.633. A atleta ainda tem na manga uma acrobacia de grau de dificuldade alto, uma tripla pirueta, mas que não deve apresentar na Eslovênia. No entanto, é uma boa perspectiva para o futuro da seleção brasileira.
Pela ginástica masculina, também viajam Patrick Corrêa (Pinheiros), Jhonny Oshiro (AGITH) e Lucas Bitencourt (Minas Tênis Clube).
*Sob a supervisão de Carlos Corrêa.