A Uefa abriu uma investigação formal ao Paris Saint-Germain sobre o fair-play financeiro, segundo anúncio da entidade nesta sexta-feira, para analisar "a conformidade do clube com a exigência do equilíbrio financeiro, em particular depois da recente atividade de contratações".
O PSG pagou 222 milhões de euros para tirar Neymar do Barcelona, além de oficializar a chegada de Kylian Mbappé por empréstimo, com opção de compra estimada em 180 milhões de euros.
"Nos próximos meses, a Câmara de Investigação do organismo de controle financeiro dos clubes da Uefa vai se reunir regularmente para avaliar cuidadosamente toda a documentação", especificou a Uefa em comunicado, indicando que "não vai haver nenhum comentário sobre esse assunto enquanto a investigação estiver em curso".
O fair-play financeiro foi criado em 2010 com o objetivo de evitar que um clube gaste mais do que arrecada sozinho. Nem mesmo acionistas muito ricos podem ajudar a equilibrar esse déficit. Desde então, os clubes que participam de competições organizadas pela entidade não podem ter perdas superiores a 30 milhões de euros em três anos.
O clube da capital francesa já foi punido em 2014 e uma segunda infração poderia ter consequências graves. As punições podem chegar até a exclusão da prestigiosa Liga dos Campeões, o grande sonho do PSG.
Uefa abre investigação ao PSG sobre “fair play” financeiro
Clube francês foi responsável pelas duas maiores negociações da janela