A Euro 2016 arrecadou 1.93 bilhão de euros e custou 1.1 bilhão à Uefa, para um lucro de 830 milhões, divulgou nesta sexta-feira a entidade responsável pelo torneio continental. Seiscentos milhões de euros serão distribuídos entre as 55 federações nacionais membros da Uefa. O restante, 230 milhões, cobrirão os gastos de organização da Euro-2020 e das eliminatórias.
A arrecadação viu um aumento de 34% em relação à Euro 2012, co-organizada por Polônia e Ucrânia, principalmente em função do aumento no número de seleções, de 18 para 24. A maior parte da arrecadação deve-se à venda dos direitos de transmissão para televisão (1.05 bilhão de euros). Patrocínios valeram à Uefa 480 milhões de euros, enquanto 400 milhões foram lucrados com venda de ingressos.
Segundo a Uefa, 25 mil empregos foram criados na França graças à Euro. A entidade também voltou a elogiar o novo formato da competição com 24 seleções, que será reutilizado em 2020, mas ainda é incerto para 2024. Segundo o diretor de competições da Uefa, Giorgio Marchetti, o formato "permitiu à pequenas equipes trazerem um charme a mais ao torneio".
"Com exceção da Albânia, todas as pequenas seleções se classificaram às oitavas de final", completou, respondendo às críticos da nova fórmula, lembrando que Portugal, finalista da competição, não teria superado a fase de grupos no formato com 18 seleções. Em relação à segurança, grande preocupação da organização antes do torneio, a Uefa comemorou o fato de ter tido que lidar com "dois ou três incidentes rapidamente controlados dentro dos estádios".
Uefa arrecada 2 bilhões de euros na Euro 2016
Maior parte do montante deve-se à venda de direitos para transmissão de televisão