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Uefa diz que “demandas não foram atendidas” e mantém boicote à Fifa

Confederação espera garantias de que tentativas de vender a Copa não ressurgirão no futuro

Gianni Infantino recebeu cúpula da Fifa para reunião de emergência no Marrocos
Gianni Infantino recebeu cúpula da Fifa para reunião de emergência no Marrocos Foto : Abdelmajid BZIOUAT / AFP

O boicote da Uefa às competições da Fifa ainda não acabou. Nesta quinta-feira, a confederação disse ao canal britânico Sky News que as condições impostas para encerrar o boicote “não foram atendidas”. Na última semana, a Fifa descartou o plano de vender participações societárias em suas competições, mas não tomou medidas para evitar que tentativas como essa se repetissem no futuro, o que fazia parte das condições europeias.

A Uefa também questionou o “pedido de desculpas” de Infantino. Na quarta-feira, após reunião emergencial da cúpula da Fifa em Rabat, no Marrocos, a entidade enviou cartas ao conselho da Fifa e às associações-membro, pedindo desculpas pelos “erros na condução da proposta” da Fifa Forward Enterprise. Segundo a Uefa, o posicionamento emitido pela entidade máxima do futebol em defesa de sua administração e do presidente Gianni Infantino descredibiliza esse pedido de desculpas.

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Fifa reafirma apoio ao presidente

“Para que não restem dúvidas, o secretário-geral da Fifa e o conselho administrativo presente (na reunião em Rabat) reafirmam seu total apoio ao presidente da Fifa”, dizia a carta da organização às federações. Em comunicado divulgado à imprensa, a entidade também reiterou que “não vai tolerar quaisquer ataques à sua integridade e vai tomar as medidas necessárias para defender sua reputação.”

Em resposta, a Uefa afirmou que “deixou abundantemente claro em seu comunicado anterior que perdeu a confiança na presidência de Infantino” e que o fato de “funcionários da Fifa, cujas carreiras dependem de sua boa vontade” concordarem com ele “não muda nada”.

A manutenção do boicote ameaça a Copa do Mundo Feminina Sub-20, que será realizada na Polônia em setembro. No mês passado, o País-sede se manteve disposto a manter a realização do evento, apesar do boicote, mas essa posição pode mudar a depender de decisões conjuntas da Uefa. Um quarto das seleções participantes do torneio é de países europeus.