Afetada gravemente pelas enchentes de maio de 2024, a sede do Grêmio Náutico União na Ilha do Pavão foi palco de uma simbólica homenagem na tarde desta quinta-feira. Há pouco menos de quatro anos dos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028 e dois dias depois do aniversário de 119 anos do clube, o GNU homenageou seus atletas masters que participaram assiduamente da sua história olímpica.
Ainda, o União acendeu a chamada Chama Eterna, uma pira com uma tecnologia que não se apaga por nenhuma força da natureza e que ficará acesa até a próxima Olimpíada, em 2028. O ato de acendimento foi feito pelos dois atletas do remo, Piedro Tuchtenhagen e Evandro Becker, que abriram mão da vaga em Paris-2024 para ajudar nas enchentes de maio.
"Realmente o esporte disciplina, ele faz com que a pessoa se sinta obrigada a lidar com a responsabilidade e vocês mostraram para o mundo o que é a solidariedade do atleta. Vocês deram um exemplo para o mundo”, afirmou o presidente do União, Ricardo Alves.
Os atletas, que conquistaram o outro no Sul-Americano de Remo no Paraguai na última semana, destacaram a importância e do simbolismo de estarem de volta à Ilha após as avarias sofridas pelas águas. “A gente fica feliz de ver que as coisas estão se reerguendo, se reconstruindo, é muito importante isso para a sociedade em si e para o remo gaúcho, que também foi muito afetado”, disse Piedro. “Então a gente fica muito feliz de também estar recebendo esse reconhecimento e esse apoio, realmente vai ser de muita importância na nossa carreira, principalmente porque estamos visando a vaga em 2028”, concluiu.