Ninguém saiu triste da partida. O Uruguai, relaxado com cinco gols de vantagem da partida de Amã, confirmou as passagens para o Brasil e a Jordânia não foi goleada e ainda arrumou um empate de 0 a 0 com a Celeste. Além disso, o ídolo Ghiggia recebeu justas homenagens pelo gol do título de 1950. A Celeste é a última classificada para 2014. Com passaporte carimbado dos charruas, todos os campeões mundiais estarão no Brasil.
No jogo de volta da repescagem, a Celeste recebeu os asiáticos com muito respeito. Antes do pontapé inicial, aplausos e ovação para o hino adversário. Quando a redonda circulou pelo gramado, a mesma cordialidade foi vista nos primeiros 40 minutos. O Uruguai teve preguiça de atacar, enquanto a Jordânia se contentou em ficar trás. Quase um pacto de não-agressão.
Em ritmo de churrasco de final de semana, os pacíficos uruguaios tocaram a bola sem muito entusiasmo, deixando a torcida com muito sono. Apenas cabeçadas de Godin e Cavani (uma na trave e outra para fora) animaram o público. Ainda sonolento e torcendo pelo apito final para festejar, o Uruguai não se esforçou no segundo tempo e até deixou a Jordânia gostar do jogo e arriscar alguns chutes contra a meta de Martín Silva. Sem perigo, contudo e um 0 a 0 de manual.