Mas a vitória em Santos tem que ser por dois ou mais gols de diferença. Se o triunfo foi por um de diferença, com os argentinos marcando gols, a vaga será do Vélez Sarsfield. Um vitória mínima levará a decisão da vaga para a disputa por pênaltis.
Antes de encarar o duelo de volta contra o Vélez, o Santos volta as atenções para a estreia no Brasileirão. Provavelmente com vários reservas, a equipe comandada pelo técnico Muricy Ramalho enfrenta o Bahia, no estádio de Pituaçu, em Salvador, no domingo, às 18h30min.
Ao invés do futebol "goleador" e da pressão ofensiva, o Santos adotou uma postura diferente contra os argentinos e se deu mal. As justificativas para essa mudança de postura eram as de sempre: jogo de Libertadores fora de casa, contra um bom time argentino, ambiente hostil. Assim, Muricy Ramalho montou um time cauteloso.
Como era de se esperar, o Vélez Sarsfield teve a posse de bola por mais tempo. O que não era de se esperar era o Santos não conseguir produzir quando tinha a bola nos pés. O máximo que conseguiu no primeiro tempo foi um chute de Paulo Henrique Ganso, aos 19 minutos, que parou facilmente nas mãos do goleiro Barovero. Com eficiência, Neymar era marcado pelos defensores argentinos, que se revezavam na caça ao craque do Santos e faziam esse serviço com eficiência. E sem violência. Era só recuperar a bola e partir para o ataque. Quem ficava nervoso em campo era o Santos, que parava as jogadas do Vélez Sarsfield muitas vezes na base das faltas. Até Neymar recebeu um cartão amarelo.
A equipe argentina sempre rondava a área santista. A bola ia da direita para a esquerda, depois voltava para a direita e assim o Vélez Sarsfield batalhava por seu gol. E ele aconteceu aos 35 minutos, quando Papa fez um cruzamento da esquerda e a bola desviou em Elano antes de Óbolo se antecipar a Durval na primeira trave e dar uma sutil cabeçada para o gol, por cima do goleiro Rafael.
No segundo tempo, o Santos se acalmou um pouco, mas não melhorou em nada na sua postura ofensiva. O goleiro Barovero não foi incomodado e o que se viu foi o Vélez Sarsfield, com uma incrível, tranquilidade, tocar a bola para achar algum espaço e criar chances de gol. Em algumas delas, Rafael mostrou segurança para fazer a defesa. Na última delas, os argentinos quase marcaram em um chute de longa distância de Fernández, que passou raspando o travessão santista.