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Valdivia ironiza propostas de candidatos à presidência do Palmeiras e reclama de cobranças

Meia disse que não pode resolver sozinhos os problemas do time que briga contra rebaixamento

Valdivia reclamou de cobranças por má fase do Palmeiras
Valdivia reclamou de cobranças por má fase do Palmeiras Foto : Divulgação / Palmeiras / CP
O meia Valdivia não poupou de críticas à cartolagem do Palmeiras em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, na Academia de Futebol. O chileno, que é o principal jogador da equipe que luta para não ser rebaixada para a Série B, ironizou as promessas dos dois candidatos à presidência do clube de montarem uma equipe forte.

“Pelo que o Paulo (Nobre) e o Pescarmona estão falando, querem formar um time forte em 2015. Mas todo ano o papo é o mesmo. Falam que vão montar um time forte, um time que vai disputar títulos, com jogadores fortes... Não é a questão de trazer Messi, Cristiano Ronaldo. Mas precisamos ter elenco. Não dá para um único jogador ter a responsabilidade”, afirmou, referindo-se à expectativa que recai sobre suas costas nesta reta final de Brasileiro.

“Incomodado com cobranças por conta do salário que recebe (cerca de R$ 450 mil mensais), Valdivia declarou que ganha menos do que muitos pensam e que sempre faz de tudo para estar em campo, lembrando todas as circunstâncias que o fizeram ficar fora de boa parte dos duelos do Verdão no Brasileiro. “Não me sinto em dívida com o torcedor. Mas eu vim preparado para responder essa pergunta. O Palmeiras fez 36 partidas, joguei 16. Fiquei fora 20, mas sete por lesão. Fiquei seis vezes fora por causa da seleção. Eu cinco vezes fora por causa do tempo na negociação em que o Palmeiras me liberou”, acrescentou.

“Ninguém pode colocar o dedo na minha cara e dizer que a culpa é minha. Eu faço de tudo para ficar dentro de campo. Mas parece que só o Valdivia que precisa treinar e jogar, tudo isso porque falam sempre que eu sou bem pago. Falam que meu salário é de 500 mil e às vezes falam que 600 mil. E tem gente que fala ainda que o Nobre faz um esforço e me paga 700 mil. Peço para vocês investigarem quanto eu ganho. Não chega nem a 400 mil. Essa questão de você é bem pago e precisa jogar”, afirmou o atleta, que completou: “Sou bem pago, sim. Mas nada é de graça. Em 2006, meu salário era 30 mil. Nunca fiz um pedido de aumento salarial”.

O chileno tem contrato até agosto de 2015, e tanto oposição quanto situação já demonstraram interesse em renovar com o jogador, que também quer ficar. Mesmo que o jogador não fique, o clube tem de pagar R$ 700 mil por mês para pagar a dívida da contratação do meia, em 2010.

No próximo sábado, o Palmeiras visitará o Inter pela penúltima rodada do Brasileirão, no Beira-Rio, e entrará na zona da degola se não vencer e o Vitória superar o Flamengo em Manaus. Ainda com problemas físicos, Valdivia é dúvida para a partida.