Esportes

"Vamos entrar forte no Gauchão 2011", diz presidente do Juventude

Milton Scola fala em reestruturação do clube através das categorias de base

Presidente do Juventude lamenta o descenso e fala em reestruturação do clube através das categorias de base
Presidente do Juventude lamenta o descenso e fala em reestruturação do clube através das categorias de base Foto : Vinicius Roratto
Em apenas quatro temporadas, o Juventude passou da série A para a D do Campeonato Brasileiro. A quarta divisão é a nova realidade do time de Caxias do Sul que frequentou por mais de dez anos a elite do futebol verde-amarelo. O empate diante do Criciúma, no último domingo, selou o destino do alviverde gaúcho que agora projeta uma reação para voltar a ser grande no Estado e no Brasil. Com esse sentimento o presidente do clube, Milton Scola, avisa ao torcedor: “Pode anotar que vamos entrar forte no Gauchão 2011. Neste ano, montamos a equipe em meio à competição e não tínhamos nada. Para nós, o campeonato regional começa agora”, garantiu o dirigente, nesta terça-feira, em entrevista ao site do Correio do Povo.

Milton Scola afirma que assumiu um clube com muitos problemas. “Conseguimos equilibrar as condições financeiras do Juventude, mas no futebol profissional não conseguimos obter os resultados desejáveis. Na série C, uma competição de tiro curtíssimo, não fomos felizes. Não há argumentospara a falta de resultados”, considera. No entanto, o mandatário lembra que o Juventude progrediu administrativamente, no setor de patrimônio e também no marketing.

Depois do descenso, o dirigente defende a reestruturação do Juventude através da categoria de base. “Fizemos um ótimo trabalho na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Alcançamos o quarto lugar na Copa Belo Horizonte e levantamos a taça no Estadual Sub-20. Eu acredito que vamos colher frutos no futuro”, afirma.

Outro aspecto celebrado por Scola é o fato do Juventude ter recuperado a credibilidade perante aos jogadores, mantendo os salários em dia. “Ao contrário de outras épocas, hoje o jogador que é pretendido por nós demonstra vontade de vir para Caxias do Sul. Tenho em mente o exemplo do Fernando Miranda que, quando presidia o Inter, fez um grande trabalho. O Colorado é o que é por causa dele”, lembra.

Sócio é o parceiro do Juventude

Conforme Milton Scola, o Juventude não é um clube endividado. O dirigente ressalta que 70% da dívida foi paga e o restante está sendo refinanciado a médio e longo prazo. O mandatário do clube gaúcho revela que não está a procura de parcerias. “O nosso maior parceiro é o associado. Hoje temos entre seis e sete mil sócios contribuintes. Para mim, esse é um número muito baixo. O ideal é que tenhamos um quadro de 20 mil contribuindo conosco. A partir dessa mudança, poderemos buscar um investimento de fora”, explica.

Terceira força do Estado


Para o presidente do Juventude, o clube continua sendo a terceira força do Estado, perdendo apenas para a dupla Gre-Nal. “Quem vem a Caxias do Sul e conhece o clube sabe como será recebido. Não falo apenas das questões do futebol, mas também dos projetos sociais que nós temos. Contra o Criciúma nós fomos recebidos a pedradas. Não estamos mais na Idade Média. A CBF parece que não enxerga isso.”


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