Milton Scola afirma que assumiu um clube com muitos problemas. “Conseguimos equilibrar as condições financeiras do Juventude, mas no futebol profissional não conseguimos obter os resultados desejáveis. Na série C, uma competição de tiro curtíssimo, não fomos felizes. Não há argumentospara a falta de resultados”, considera. No entanto, o mandatário lembra que o Juventude progrediu administrativamente, no setor de patrimônio e também no marketing.
Depois do descenso, o dirigente defende a reestruturação do Juventude através da categoria de base. “Fizemos um ótimo trabalho na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Alcançamos o quarto lugar na Copa Belo Horizonte e levantamos a taça no Estadual Sub-20. Eu acredito que vamos colher frutos no futuro”, afirma.
Outro aspecto celebrado por Scola é o fato do Juventude ter recuperado a credibilidade perante aos jogadores, mantendo os salários em dia. “Ao contrário de outras épocas, hoje o jogador que é pretendido por nós demonstra vontade de vir para Caxias do Sul. Tenho em mente o exemplo do Fernando Miranda que, quando presidia o Inter, fez um grande trabalho. O Colorado é o que é por causa dele”, lembra.
Sócio é o parceiro do Juventude
Conforme Milton Scola, o Juventude não é um clube endividado. O dirigente ressalta que 70% da dívida foi paga e o restante está sendo refinanciado a médio e longo prazo. O mandatário do clube gaúcho revela que não está a procura de parcerias. “O nosso maior parceiro é o associado. Hoje temos entre seis e sete mil sócios contribuintes. Para mim, esse é um número muito baixo. O ideal é que tenhamos um quadro de 20 mil contribuindo conosco. A partir dessa mudança, poderemos buscar um investimento de fora”, explica.
Terceira força do Estado
Para o presidente do Juventude, o clube continua sendo a terceira força do Estado, perdendo apenas para a dupla Gre-Nal. “Quem vem a Caxias do Sul e conhece o clube sabe como será recebido. Não falo apenas das questões do futebol, mas também dos projetos sociais que nós temos. Contra o Criciúma nós fomos recebidos a pedradas. Não estamos mais na Idade Média. A CBF parece que não enxerga isso.”