A tônica do primeiro tempo foi um Coritiba mais disposto, em desvantagem depois do 1 a 0 para o Leão na ida, só que com pouca inspiração na articulação de jogadas. O goleiro Wilson não fez uma defesa sequer com grau de dificuldade elevado.
A falta de produtividade do ataque do Coxa, que teve mais posse de bola, também foi devido à boa marcação exercida pelo time baiano, que se fechou muito bem, povoando a entrada da área. Com a vantagem de poder empatar, o Vitória tentou achar alguns contra-ataques, principalmente acionando Maxi Biancucchi, mas a marcação no argentino também estava ligada.
Só quando a defesa do time baiano falhou que o Coxa levou perigo. E foi fatal. No começo do segundo tempo, Fabrício matou mal a bola no peito, Bill roubou e chutou. Wilson deu rebote e Júlio César abriu o placar no Couto Pereira.
A efetividade do Coxa mudou um pouco com o gol. O time foi achando mais espaço, como no lance em que Júlio César quase ampliou aos 12 minutos, mas acertou o travessão. Só que o ímpeto diminuiu e a partida voltou a ficar com a mesma cara do primeiro tempo: gelada, como a temperatura da capital paranaense.
O jeito foi decidir a classificação nos pênaltis e o Coxa de Vanderlei foi mais eficiente. Maxi Biancucchi, Pedro Oldoni e Elizeu pararam no goleiro.