Esportes

Vasco e Coritiba empatam em 1 a 1 no Rio de Janeiro

Resultado impediu que o time carioca assumisse uma vaga provisória no G7

Equipe do técnico Zé Ricardo desperdiçou chance de ingressar no G7
Equipe do técnico Zé Ricardo desperdiçou chance de ingressar no G7 Foto : Paulo Fernandes / Vasco.com.br / Divulgação / CP
O Vasco fez neste sábado uma partida sem qualquer inspiração e encerrou sua sequência de vitórias. Mesmo depois de abrir vantagem com um gol contra de Matheus Galdezani, a equipe de Zé Ricardo viu o Coritiba empatar em chute de Rildo que desviou na zaga. Assim, em jogo definido por lances fortuitos, os dois times ficaram no 1 a 1, no Maracanã, no Rio, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O resultado impediu que o Vasco assumisse uma vaga provisória no G7, grupo dos sete primeiros que garante uma vaga na Copa Libertadores. Está em oitavo, com 43 pontos. Já o Coritiba segue na zona do rebaixamento, com 32, em 18º. No próximo sábado, o time carioca faz o clássico com o Flamengo, no Maracanã. E, no dia seguinte, a equipe de Marcelo Oliveira encara o Sport na Ilha do Retiro, em Recife.

Depois de vencer suas últimas três partidas, o Vasco contava neste sábado com o retorno do volante Jean, que estava suspenso no triunfo sobre o Atlético Goianiense. E o zagueiro Anderson Martins, após sofrer uma pancada no duelo, recuperou-se em tempo e iniciou como titular.

Já o Coritiba tinha o desfalque do meia Tiago Real, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Matheus Galdezani, assim, ganhou nova chance depois de perder a posição para Rafael Longuine. E sua participação foi decisiva no duelo.

Embalado pelas vitórias sobre Atlético Goianiense, Botafogo e Avaí, o Vasco começou melhor e dominava o meio-campo com facilidade. A partida pouco inspirada de seus atacantes, porém, dificultava a pressão. O Coritiba segurava o adversário com certa tranquilidade quando, aos 15, Matheus Galdezani apareceu.

Após receber lançamento na direita, Yago Pikachu tentou cruzamento, a bola desviou em Werley e saiu para escanteio. Nenê, então, foi para a cobrança e bateu fechado na primeira trave. Matheus Galdezani tentou o corte, mas cabeceou para trás e marcou contra.

Se era moroso até então, o duelo travou de vez após o gol. O Vasco aproveitou a vantagem, fechou-se atrás e desacelerou ainda mais. Chegava em lances esporádicos, sem ameaçar Wilson. Um chute de longe e no meio do gol de Mateus Vital foi uma das raras chances criadas no primeiro tempo.

Já o Coritiba, embora necessitasse reagir para se distanciar do rebaixamento, era ainda mais inofensivo. Galdezani e Rafael Longuine pouco tocavam na bola e travavam a armação do time. Somente aos 41, em finalização de muito longe de Rildo, a equipe criou algum perigo. Mas a bola saiu bem distante do gol.

A ineficiência de seu time levou Marcelo Oliveira a tirar os dois armadores no intervalo - entraram Iago e o alemão Baumjohann nos lugares de Galdezani e Longuine. Mas foi o Vasco quem voltou melhor para o segundo tempo.

Mais ligado na partida e acelerando a transição nos contra-ataques, o time quase ampliou aos três, quando Wellington aproveitou sobra de escanteio e bateu no canto, de primeira, com perigo. Dois minutos depois, após boa troca de passes, Pikachu rolou rasteiro, Andrés Ríos dividiu com o goleiro e a bola sobrou novamente para Wellington. O chute saiu firme, mas Wilson fez grande defesa.

O Coritiba sequer chegava perto de ameaçar Martín Silva quando, aos 21 minutos, Rildo recebeu no meio, deu belo drible curto que deixou Jean no chão e arriscou de fora da área. A bola, então, desviou em Breno e entrou no ângulo, sem qualquer chance para o goleiro uruguaio.

Aproveitando o apoio de seus mais de 30 mil torcedores presentes no Maracanã, o Vasco até ameaçou uma pressão nos minutos finais. A falta de inspiração, porém, ficou ainda mais evidente - Breno ainda foi expulso nos acréscimos. Melhor para o Coritiba, que segurou o empate com certa tranquilidade e encerrou a sequência de vitórias de seu adversário.