Ao contrário do confuso adversário, o Vasco iniciou o primeiro tempo dominando as ações, com liberdade e jogando pra frente. Perto de acertar sua transferência para o futebol árabe, Diego Souza foi o maestro do meio de campo, sempre chamando a responsabilidade para as ações ofensivas. E foi dele a finalização que fez o Vasco abrir o placar do estádio Orlando Scarpelli. Aos 22 minutos, o meia venceu o goleiro Wilson depois de pegar um potente chute de fora da área.
Até os 40 minutos, o domínio foi vascaíno. O Figueirense só acordou nos minutos finais, dando alento para sua torcida. O atacante Júlio César protagonizou as duas melhores chances catarinenses no período: aos 43, exigindo grande defesa do goleiro Fernando Prass, e aos 46, cobrando falta na trave.
O técnico Argel Fucks decidiu arriscar no segundo tempo. Tirou os meias Marquinhos e Fernandes e escalou mais dois atacantes (Aloísio e Ronny). O time ficou ofensivo e passou a impor sufoco vascaíno. Já aos quatro minutos, Dedé afastou uma estocada com a mão. A bela cobrança de pênalti parou em uma defesa sensacional de Fernando Prass, evitando o empate.
Sempre jogando pelas laterais, o Figueirense conseguiu o empate aos 28 minutos. Foi no cruzamento de Túlio pela esquerda que o atacante Ronny se antecipou ao zagueiro William Matheus e empurrou para o fundo. O gol acordou a torcida alvinegra e vitaminou o time em campo. O Figueirense foi todo pressão no restante do período diante de um adversário fechado na defesa, porém prevaleceu a eficiência defensiva vascaína para segurar o resultado.
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