Com o resultado, o Vasco chegou a 15 e a equipe de Campinas, aos 12. Na próxima partida, o Vasco pega o Coritiba, no Couto Pereira. A Ponte recebe o Criciúma, no Moisés Lucarelli.
O jogo começou morno. Sem grandes emoções. Em um 4-4-2 bem definido e um pouco "engessado", o Vasco se via dependente de uma jogada mais criativa de Juninho, que com um belo passe, chegou a colocar Yotún em condição de marcar. Livre, dentro da área, o peruano bateu mal, para fora. Longe do gol de Roberto - que já vestiu a camisa do time de São Januário e se declarou torcedor do clube.
Após levar um susto em uma cobrança de falta de Chiquinho, o time de Dorival Júnior tomou definitivamente as rédeas do confronto. Apesar de, a princípio, não ter criado chances claras de gol, o Gigante tinha todo o domínio da partida. A Ponte se limitava a tentar emplacar um contra-ataque.
O controle cruz-maltino culminou em um pênalti, sofrido por Eder Luis. Juninho foi para bola, bateu mal, fraco e perdeu. O vascaíno Roberto defendeu. O mesmo Roberto que no último domingo pegou uma penalidade de Fred, no empate contra o Fluminense.
A bola defendida por Roberto deu um gás a mais para a Ponte Preta. Logo na sequência, a equipe de Campinas quase marcou com o camisa 9 William, que acertou a trave ao receber um cruzamento de Chiquinho. A primeira etapa terminou com a Ponte melhor que o Gigante da Colina, que encerrou bastante movimentada, corrida, embora com raras jogadas mais agudas.
Castigo no fim
A Ponte Preta iniciou o segundo tempo com a "animação" que terminou o primeiro.Antes dos cinco minutos, em uma rápida trama de ataque, Chiquinho invadiu a área e bateu de trivela. A bola passou raspando na trave de Diogo Silva. As alterações feitas por Dorival Júnior (Fagner no lugar de Nei e Robinho na vaga de Fillipe Soutto) deixaram o cruz-maltino mais ofensivo.
Entretanto, apesar da correria que a partida seguia, o gol do Vasco veio em uma bola parada. Yotún, que treinou bastante este fundamento ao longo da semana, colocou a bola na cabeça de André em uma cobrança lateral. O camisa 9, em uma testada firme, marcou seu quinto gol no Campeonato e se fixou como o artilheiro do Cruz-Maltino na competição.
O gol do Gigante da Colina surtiu o mesmo efeito que a defesa de Roberto teve no primeiro tempo: motivou o time. Com o controle da partida e uma maior posse de bola, a equipe de Dorival Júnior, que também estava bem postada na defesa (em uma boa atuação de Jomar), não deixava a organizava e rápida Ponte causar grandes sustos e seguia melhor.
O Vasco ainda criou algumas chances de gol, nenhuma muito clara, mas que ratificavam o controle da equipe de São Januário. A Ponte até esboçou uma certa pressão, porém, nada que colocasse em xeque o resultado. Até que, também em uma bola parada, Sacoman ajeita para William que marca para empatar aos 40 do segundo tempo. E o jogo acabou assim. Empatado.