Wesley foi anunciado domingo, treinou e foi apresentado na última terça-feira e já desenha seu futuro no São Paulo. Quer ser campeão e colocar o nome na história do clube de qualquer maneira. E fez questão de deixar isso bem claro ao repetir a frase praticamente em todas as respostas na entrevista coletiva.
Seja discurso programado ou real plano de carreira, o volante já tem na ponta da língua o que fazer para dar os primeiros passos no Tricolor com sucesso: ser versátil. Por isso, já se colocou à disposição de Muricy Ramalho para ser primeiro ou segundo volante, ponta ou até mesmo lateral-direito.
Mas antes do trabalho em campo – e dos 40 dias de treinos que terá antes de estrear – o jogador revelado nas categorias de base do Santos terá de lidar com o passado para crescer no São Paulo. Desde a última semana, quando ainda era atleta do Palmeiras e carregava a raiva dos torcedores alviverdes, até os 14 anos de idade, quando foi reprovado em teste feito no Tricolor. "Eu tinha 14 anos, um procurador me trouxe, fez todos trâmites para fazer essa avaliação, mas infelizmente não deu certo", contou.
Wesley não quis se aprofundar na maioria dos assuntos durante sua apresentação. Até mesmo nas memórias do início no futebol o discurso foi superficial, liso. Ainda assim, acredita que a frustração na peneira são-paulina na adolescência pode fazê-lo mudar de vida.
"Isso me deu mais força para enfrentar os desafios que a vida me proporcionou e passar por cima. Não é questão de honra, é realizar o sonho de fazer pate da história do São Paulo. Foi um aprendizado para mim, já passou. Detalhes não lembro, posso falar besteira, então o importante é que já estou aqui e vou seguir em frente", afirmou.
Versatilidade e nova oportunidade impulsionam Wesley no São Paulo
Novo reforço foi apresentado e já se colocou à disposição de Muricy Ramalho