As declarações de Roberto Melo reclamando dos pênaltis e do local da última partida da decisão, após o empate do Inter, em 2 a 2, com o Novo Hamburgo, no último domingo, no Beira-Rio, foram duramente rebatidas pelo vice de futebol do clube do Vale do Sinos Everton Cury. O dirigente do Nóia considerou “choro de perdedor” os pedidos do Inter para que a final seja disputada em Caxias do Sul. Além disso, classificou como patética a reclamação de pênaltis que supostamente teria ocorrido no jogo de domingo. Confira abaixo as declarações dos dois dirigentes:
Roberto Melo sobre a arbitragem do primeiro jogo
“Às vezes, recebemos cobranças pedindo para que a gente reclame dos pênaltis que não são marcados a nosso favor. Tivemos um pênalti no campeonato, que reconhecemos e não foi marcado, no jogo contra o Caxias. Ficaram uma semana falando que o Inter não merecia naquele jogo de 1 a 0 porquê tinha sido com um pênalti. Em Caxias, tivemos um claríssimo, que o jogador coloca a mão na bola para evitar a progressão do Nico, na frente do bandeirinha e não foi dada. Hoje tivemos dois pênaltis claros. Um jogador deu um biquinho no Nico e outro deu um hippon no Carlos. Pelas minhas contas, tivemos oito pênaltis não marcados contra o Inter e um não marcado contra. Vou dar uma lida melhor no regulamento para ver se tem uma cláusula que proíba os árbitros de darem pênalti para o Inter”
Everton Cury
“Não vou comentar o que o Roberto falou depois do jogo, pois ele levou um susto muito grande e entendo isso como respeito ao Novo Hamburgo. Tanto as declarações dele sobre arbitragem, patéticas, diga-se de passagem. Eu acho que um vice de futebol da grandeza do Inter poderia ter um comportamento um pouco mais enaltecedor do que foi o jogo e não choramingar, como fez. Cada um coloca para fora, o que tem dentro de si. Entendo como um respeito muito grande ao Novo Hamburgo”
Roberto Melo sobre o local da partida decisiva
“Onde o jogo está marcado hoje? Para Caxias do Sul, né? Então, jogo está marcado para Caxias e estamos com a logística pronta. Nos preocupa a questão da segurança em Novo Hamburgo. O estádio tem capacidade para quatro ou cinco mil pessoas e transformar em 10 mil. Uma coisa é colocar arquibancadas móveis para um jogo de meio de campeonato, outra coisa é em uma final, onde se pula o tempo todo. E os acessos, as saídas e entradas que não tem as questões de segurança para uma final de campeonato. Tanto que até hoje (domingo), eles não têm a liberação”
“O presidente fez de conta que cumpriu o regulamento que dizia que até terça-feira tinha que marcar e marcou o jogo para Caxias. Mas, ao mesmo tempo, rasgou o regulamento e deu um prazo até o dia 2 para apontar outro estádio, o que não existe das regras do campeonato. Até hoje o estádio do Novo Hamburgo não tem condições de fazer, então, está marcado para Caxias”
Everton Cury
“Se ele quer jogar em Caxias e for marcado lá, para o Novo Hamburgo não tem problema nenhum. Jogamos em Caxias ou aqui, só que o argumento é bastante vazio. Quando o Inter jogou aqui era exigido 10 mil e o Inter colocou 15 mil, como nós estamos colocando, mas com maiores exigências e mais detalhes de segurança. Não entendo é essa postura de perdedor dele (Roberto Melo). Choro de perdedor, mas acho que o Inter ainda não perdeu nada. Pode perder, assim como nós. Mas acho que para um time da grandeza do Inter é uma declaração muito pequena”.
Vice do Novo Hamburgo rebate declarações de Roberto Melo: “Choro de perdedor”
Everton Cury garantiu que equipe jogará onde a FGF marcar a decisão