"Preciso dizer que vejo a minha suspensão como a pior forma de justiça numa organização esportiva. Minha punição foi premeditada, os membros do comitê de ética não me ouviram, apenas cumpriram ordens", acrescentou.
Warner já lançou duas "bombas". Na primeira, alegou que Blatter teria feito uma "doação" de 1 milhão de dólares à Concacaf. Já na segunda, publicou uma troca de e-mails com o francês Jerôme Valcke, secretário-geral da Fifa.
Em uma dessas mensagens, Valcke teria escrito, a respeito do catariano Mohammed Bin Hammam, presidente da Confederação Asiática: "ele deve ter pensado que poderia comprar a Fifa da mesma forma que eles (os catarianos) compraram o mundial".
Logo em seguida, o comitê de organização da Copa do Mundo de 2022 pediu explicações "urgentes" sobre essas declarações. Em nota enviada à imprensa nesta segunda-feira, o francês negou ter acusado o Qatar de ter "comprado" a organização do evento. "Warner publicou um e-mail que enviei para ele. Nesta mensagem, posso ter usado um tom mais ligeiro, menos formal. Eu me referia ao poder financeiro do Qatar, e não a uma suposta compra de votos", explicou.
"Também quero dizer mais uma vez que não há nenhuma investigação aberta pelo comitê de ética da Fifa sobre a atribuição da Copa do Mundo de 2022 ao Qatar", acrescentou.
A nova polêmica surgiu num momento em que Valcke, que nunca escondeu o fato de ser favorável à reeleição do atual presidente Blatter na quarta-feira, foi criticado por Bin Hammam e Warner, que o acusam de ter influenciado as decisões do comitê de ética da Fifa. No domingo, ambos foram suspensos por este comitê enquanto Blatter, que também tinha sido investigado, desta vez a pedido do Bin Hammam, acabou sendo absolvido.