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“O nosso ambiente era de muita alegria. Era todo mundo muito unido. A gente vinha treinar com muita alegria e fazia tudo ao natural. Era uma alegria acordar e vir treinar”, recordou Winck, que foi acordado na madrugada de terça-feira com a notícia da morte dos companheiros. “Estava em casa dormindo as 5h30 da manhã e um amigo me ligou perguntando onde eu estava. Eu não sabia de nada. Ele me contou e eu vim direto para cá (Arena Condá)”, contou.
Winck recordou que conversou com os companheiros pouco antes do embarque para Medellín. O último jogador que ele teve contato foi Matheus Biteco, quem conhecia desde os tempos que ambos moravam em Porto Alegre jogando pela dupla Gre-Nal.
Cláudio Winck fala da perda dos companheiros no desastre com delegação da Chapecoense. @RdGuaibaOficial pic.twitter.com/cQsdkpjdAI — Felipe Nabinger (@felipenabinger) 30 de novembro de 2016
“Eu falei com o Biteto pouco antes da viagem sobre uma propaganda que ela ia fazer. Ainda me falou que não tinha feito, mas que faria. Eu conhecia bem ele, quando o filho dele nasceu eu fui visitar, levei presente. O meu último contato com o restante do grupo foi pouco antes da viagem, eles comentando que o voo tinha atrasado”, declarou.
“Não sei explicar o que estou sentindo agora. Eram jogadores muito jovens, como o Biteco, o Caramelo, o Thiaguinho, o Gimenez. É uma situação que não tem como explicar”, finalizou.