Não é exagero afirmar que Claudio Milar foi e será por muito tempo o maior ídolo que o Bento Freitas já viu. Apenas um ano antes do acidente que lhe roubou a vida, ele havia marcado o centésimo gol pelo clube em que planejava encerrar a carreira. Carismático e de jeito simples, ele caiu nas graças dos fanáticos torcedores.
Prova disso é a viagem que 42 xavantes farão neste domingo. Às 5h, um ônibus lotado de fãs - e de saudade - partirá de Pelotas com destino ao Chuí. No Uruguai, o grupo liderado por José Roberto Rosa fará a homenagem que não fez há um ano. "O Zé foi ao enterro e só estavam ele e outro torcedor. Desde então, ele sempre disse que quando o acidente fizesse um ano, organizaria uma turma para ir", explicou a esposa de Zé, Adriane San Martin.
Proprietário de uma lancheria quase em frente ao Bento Freitas, Zé contatou o pai do ídolo, Roberto Milar. É por ele que o grupo será recebido quando chegar à cidade em que o atacante nasceu. Até lá, serão 3h30 de viagem. Esforço que, segundo Adriane, é mais do que válido. "Sempre será nosso maior ídolo", garantiu.
A mesma opinião tem o casal Itamar e Ziza Ornel. Donos do ônibus que há quatro anos conduz a delegação em Pelotas, eles reformaram o veículo após o acidente. O azul foi trocado por laranja e vermelho escuro, cores do uniforme de treino. Na parte traseira, outro reconhecimento: a silhueta de Milar fazendo o gesto que o imortalizou no futebol. "Essa é a nossa homenagem", explica o motorista Itamar.
Xavantes vão ao Chuí por Claudio Milar
Atacante morreu no tragédia com delegação do Brasil-Pe há um ano na ERS-471