"Eu liguei para o Joel quando estava indo para a Gávea, foi depois das 10h. Pedi para que fosse lá, por respeito a ele. Agradeci ao Joel por esse período, pelo esforço, tenho um respeito absurdo por ele", enfatizou Zinho. "A situação estava insustentável. Foi um convencimento meu de que seria o melhor para reagirmos no campeonato. Não via um momento em que a equipe pudesse melhorar com ele no comando", explicou.
Embora prefira adotar uma postura cautelosa, principalmente depois de muitas recusas, Zinho já conversou com o técnico Dorival Junior, que assinou a rescisão com o Inter nesta segunda feira. "Quero um treinador que entre na minha filosofia, não fui eu que contratei o Joel, mas gostei da experiência. Aprendi com ele também nesses dois meses. Vou buscar um treinador que seja moderno, profissional, que saiba trabalhar com esse grupo mesclado de jovens e experientes, enfim, tudo que o futebol está pedindo nos dias de hoje", projetou.
Sem nenhuma contratação de peso, o diretor de futebol acredita que o Flamengo tem condição de brigar por uma vaga entre os quatro primeiros e, consequentemente, chegar à Libertadores. "No Flamengo sempre buscamos o título, no momento agora é tentar uma recuperação para encostar no G4. Agora o Flamengo tem que sempre brigar lá em cima. Se escalar meu elenco, nome por nome. não acho que esteja muito abaixo dos outros. Agora, eu acredito que tem de estar melhor postado taticamente, com mais padrão", analisou o dirigente.
Zinho espera anunciar o nome do novo treinador antes do jogo contra a Portuguesa, na próxima quinta. Caso não consiga chegar a um acordo com Dorival Junior até lá, o assistente Jaime de Almeida vai comandar a equipe com o auxílio de Paulo Henrique, que até pouco tempo comandava a equipe de juniores.