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Zinho se afasta e saída de Adriano não está descartada

Futuro de atacante do Flamengo será decidido no começo da próxima semana

Adriano (à direita) pode estar com os dias contados no Flamengo
Adriano (à direita) pode estar com os dias contados no Flamengo Foto : Bernardo Monteiro / Vipcomm / CP
As faltas de Adriano na quinta-feira e no treino dessa sexta e o pedido de liberação até terça-feira tornaram o caso Imperador insustentável no Flamengo. Na segunda-feira, a diretoria terá uma reunião e a saída do jogador do clube não está descartada.

De Mangaratiba, para onde Zinho foi depois das atividades da manhã no Ninho do Urubu, o dirigente evitou atender ligações para responder sobre a nova indisciplina do camisa 10.

Durante a tarde de sexta-feira, as imagens de um vídeo no qual Adriano está visivelmente alterado em uma casa noturna na madrugada de sexta, ganharam repercussão. E as polêmicas declarações do Imperador ganharam apenas as lamentações por parte do dirigente rubro-negro.

A quinta ausência no ano foi capaz de fazer com que Zinho, responsável pela negociação com o atacante em agosto, reconhecesse que a situação de Adriano no Flamengo poderá terminar antes da reestreia.

O diretor de futebol não se pronunciou oficialmente. Mesmo tendo aval da presidente Patricia Amorim para decidir sobre a saída ou não de Adriano, essa definição poderá acontecer a partir de um consentimento entre as partes da alta cúpula a partir de segunda. A própria mandatária já foi favorável à demissão.

O técnico Dorival Júnior é o único que não deverá interferir sobre a saída ou não de Adriano. A posição dele é a mesma desde a chegada do Imperador no dia 21 de agosto.

Isso porque o técnico adotou uma postura diferente para lidar com os astros desde o episódio que envolveu o atacante Neymar, no Santos, e culminou na saída do técnico do Peixe, na temporada de 2010.

A partir dessa situação, o treinador deixou que casos mais extremos como o de Adriano tivessem a ingerência apenas do departamento de futebol, mesmo ele sendo consultado pelos dirigentes. Desde a chegada do atacante, Dorival adotou um discurso cético e sempre frisou que não haveria como estipular um prazo para que o jogador voltasse a atuar.

Adriano já ultrapassou o número limite de faltas que poderia ter – três – e teve o contrato de imagem que garantia o pagamento de R$ 50 mil mensais rescindido. Até então, a demissão dele estava praticamente descartada para que a polêmica não respingasse em Patricia Amorim justamente no período eleitoral. Mas a situação está insustentável.

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