O lance que começou a decidir o jogo ocorreu logo aos 2 minutos. Após um lançamento da defesa japonesa, o centroavante Osako ganhou do zagueiro Davinson Sánchez e saiu na cara de Ospina, que conseguiu fazer a defesa no primeiro lance. A bola, porém, sobrou para Kagawa, que chutou. Foi aí que Carlos Sánchez usou o braço para impedir o gol japonês. O árbitro esloveno Damir Skomina nem precisou consultar o VAR para marcar o pênalti e expulsar o volante colombiano.
Kagawa aproveitou a cobrança e colocou o Japão em vantagem, o que deixou a Colômbia sem uma encruzilhada. Atacar com um a menos ou tentar se organizar e evitar o segundo gol? A primeira medida do técnico Jose Pekerman foi recuar o meia Juan Quintero e deixar a equipe com duas linhas de quatro com apenas Falcao Garcia na frente.
O Japão se aproveitou da fragilidade no centro do campo colombiano e controlou a partida. Então Pekerman tomou a decisão de mexer no time aos 31 minutos e mandou a campo o volante Wilmar Barrios no lugar de Cuadrado.
O jogo pedia a entrada de um jogador mais marcador no meio-campo, o que justificou a entrada de Barrios, mas a decisão de tirar Cuadrado certamente não foi a melhor do técnico colombiano. A Colômbia reequilibrou a marcação no centro do campo, mas perdeu velocidade nas saídas pelos lados. Mesmo assim, os colombianos chegaram ao empate graças a uma bela cobrança de falta de Quintero, que surpreendeu o goleiro Kawashima ao mandar a bola por baixo da barreira no final do primeiro tempo.
Com o jogo empatado, o Japão adotou uma postura ofensiva no segundo tempo. Sem saída pelos lados do campo, a Colômbia ficou apenas se defendendo. Nem mesmo a entrada de James Rodríguez aos 14 da etapa final foi suficiente para a seleção colombiana melhorar na partida.
O goleiro Ospina até conseguiu segurar o Japão com duas grandes defesas, mas não teve como fazer nada aos 27, quando Osaka subiu mais alto que a defesa colombiana após escanteio e botou os japoneses novamente na frente.
A Colômbia tentou fazer uma pressão nos minutos finais, mas a questão física de ter jogado quase o jogo todo com um homem a menos pesou. Experiente, Carlos Sánchez tomou a decisão errada no lance do pênalti. Com apenas dois minutos de jogo, teria sido melhor negócio para a Colômbia sofrer o gol e tentar a virada com 11 contra 11.
A seleção colombiana tentará recuperação no domingo, às 15h, quando vai enfrentar a Polônia. James Rodríguez deverá ter condições de ser titular nesse jogo. No mesmo dia, às 12h, o Japão vai enfrentar Senegal.