Direto ao Ponto

Forte no ataque, Bélgica tem problemas defensivos para Tite explorar

Equipe de Roberto Martínez sofre com posicionamento defensivo quando perde a bola

Japão explorou pouca velocidade da defesa belga no primeiro gol
Japão explorou pouca velocidade da defesa belga no primeiro gol Foto : Juan Barreto / AFP / CP
Adversária do Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo, a Bélgica tem 100% de aproveitamento no Mundial da Rússia. A equipe, elogiada por ter uma geração com jogadores que atuam nos principais clubes da Europa, é forte pelo jogo ofensivo, mas tem problemas em sua defesa que Tite pode tirar vantagem na partida da próxima sexta-feira. O Correio do Povo analisou os pontos fortes e fracos dos belgas.

Ao assumir a Bélgica após a campanha decepcionante na Eurocopa de 2016, onde os belgas foram eliminados pela Hungria nas quartas de final, o técnico espanhol Roberto Martínez implantou um ofensivo esquema 3-4-2-1 para encaixar os jogadores mais talentosos à disposição. Dessa forma, Hazard, Martens, De Bruyne, Carrasco e Lukaku foram acomodados na equipe.

Lukaku é a referência do time tendo Hazard e Martens logo atrás formando o tridente ofensivo. Hazard e Martens têm grande liberdade de movimentação para criar espaços nas costas dos volantes e laterais adversários. O meia De Bruyne atua quase como um volante ao lado de Witsel, que é da função. O jogador do Manchester City tem a função de ser o organizador do time belga. Pelo lado esquerdo, a Bélgica tem o extremo Carrasco como ala.



A proposta ofensiva de Roberto Martínez tem seu resultado nos números. A Bélgica tem o melhor ataque da Copa do Mundo, com 12 gols marcados. Nas Eliminatórias Europeias, a seleção belga marcou 43 gols, dividindo com a Alemanha o melhor ataque da competição. Os belgas, no entanto, não foram testados nesse período contra uma seleção forte como a do Brasil (enfrentaram a Inglaterra na primeira fase da Copa em partida que ambas usaram reservas), onde pode aparecer seu ponto fraco: a recomposição defensiva.

A Bélgica apresenta problemas quando perde a bola. Por colocar muitos jogadores no campo de ataque, em vários momentos os belgas sofrem com contra-ataques em inferioridade numérica. Outro problema da equipe é a pouca velocidade do seu trio de zagueiros, formado por Alderweireld, Kompany, Vertonghen. Nas oitavas de final, o Japão explorou essa característica no lance do primeiro gol, marcado por Genki Haraguchi, em que jogador japonês superou Vertonghen na corrida para receber o passe de Shibasaki às costas da defesa.



Com jogadores como Neymar e Willian pelos lados do campo, Tite poderá explorar as costas dos alas belgas fazendo com que os zagueiros pouco velozes da Bélgica tenham que sair para o combate, o que pode abrir espaço para as infiltrações de Coutinho e Paulinho por dentro. Outra opção do treinador brasileiro são as trocas de posicionamentos entre Coutinho e Neymar para o camisa 10 poder aparecer às costas do volante Witsel, que fica sobrecarregado pelo menor poder de marcação de De Bruyne no setor.

Cuidado com a bola aérea

Não apenas pelo chão a Bélgica demonstra força em seu ataque. Os belgas contam com uma bola parada muito forte com as presenças do seu trio de zagueiros se juntando a Lukaku na área. Fellaini, de 1,94m, deve entrar na equipe no segundo tempo e é um jogador que merece atenção da defesa brasileira nos cruzamentos.

O Brasil, no entanto, já deu boa resposta nesta Copa do Mundo diante da Sérvia, que também tinha um forte jogo aéreo. Além de não sofrer gol, a Seleção Brasileira marcou um pelo alto, com Thiago Silva, que garantiu a vitória de 2 a 0.

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