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Anthropic rejeita uso irrestrito de IA para Exército americano

Companhia se recusa a ceder tecnologia a Pentágono, alegando violação de diretrizes éticas

Diretor-executivo da  Anthropic, Dario Amodei
Diretor-executivo da Anthropic, Dario Amodei Foto : Ludovic Marin / AFP

A companhia Anthropic disse nesta quinta-feira (26) que não concederia ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos o uso militar irrestrito de sua tecnologia de inteligência artificial, apesar das pressões do Pentágono.

"Estas ameaças não mudam nossa posição: não podemos, em consciência, atender à sua solicitação", disse, em comunicado, Dario Amodei, diretor-executivo da empresa. O governo de Donald Trump deu como prazo à companhia as 17h01 locais de sexta-feira (19h01 em Brasília) para aceitar o uso militar incondicional de sua IA, apesar de esse pedido violar as diretrizes éticas da empresa.

Em caso de recusa, o Pentágono disse que a startup enfrentaria uma ordem de cumprimento forçado sob a Lei de Produção de Defesa. Esta legislação da época da Guerra Fria concede ao governo federal amplos poderes para obrigar a indústria privada a priorizar as necessidades de segurança nacional.

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O Pentágono também ameaçou classificar a Anthropic como um risco para a cadeia de suprimentos, uma designação normalmente reservada para empresas de países adversários que poderia prejudicar seriamente a reputação da companhia.

Controle humano e valores democráticos

Amodei disse que os modelos de Anthropic foram utilizados pelo Pentágono e as agências de inteligência para defender o País. A companhia, no entanto, estabelece uma linha ética a respeito de seu uso para a vigilância em massa de cidadãos americanos e para armas totalmente autônomas.

"O uso desses sistemas para a vigilância doméstica em massa é incompatível com os valores democráticos", afirmou o executivo. Ele acrescentou que os sistemas de IA de vanguarda ainda não são confiáveis o bastante para lhes conceder o controle de armas letais sem que haja um ser humano com o controle final.