Um braço robótico de 22 metros vai recolher amostras de destroços radioativos no interior da acidentada central nuclear de Fukushima, no Japão, anunciou nesta quinta-feira (26) sua operadora, ao apresentar o aparelho em forma de serpente. Os níveis de radiação extremamente elevados tornam a remoção do combustível fundido e de outros resíduos a tarefa mais difícil do gigantesco projeto de demolição, que deverá durar várias décadas.
Cerca de 880 toneladas de substâncias perigosas permanecem na usina, que sofreu um dos piores acidentes nucleares da história após o tsunami provocado por um terremoto de magnitude 9 em 2011. Um vídeo de quatro minutos divulgado na quarta-feira pela Tepco mostra o braço de 4,6 toneladas, que se desloca por passagens estreitas semelhantes a túneis e inspeciona estruturas complexas em um espaço fechado.
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Equipado com uma câmera, o robô é mais eficaz para recolher informações do que as ferramentas utilizadas anteriormente, declarou à AFP um porta-voz da Tepco. A operadora prevê utilizar este dispositivo ainda este ano, durante o terceiro teste de remoção de destroços em um dos reatores danificados da central de Fukushima Daiichi, acrescentou.
Foram recolhidas minúsculas amostras de material radioativo em duas ocasiões, como parte do projeto-piloto, mas ainda não foi realizada nenhuma extração em grande escala. A Tepco anunciou em julho que esta importante operação seria adiada pelo menos até 2037. A empresa havia indicado anteriormente que esperava começar no início da década de 2030.