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Cade adia análise de parceria Amazon e Anthropic em IA

Conselheiro José Levi Mello do Amaral Júnior solicita adiamento para aprofundar instrução sobre o investimento minoritário da Amazon na Anthropic

A pedido do conselheiro José Levi Mello do Amaral Júnior, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) adiou a análise da parceria estabelecida entre Amazon e Anthropic PBC para expansão da colaboração entre ambas para desenvolvimento de inteligência artificial generativa (IA), prevista na pauta da sessão desta quarta-feira, 13.

O conselheiro José Levi, que relata o caso - sob a forma de Procedimento Administrativo para Apuração de Ato de Concentração (Apac) - justificou a retirada do processo de pauta dizendo que o gabinete fará diligências para aprofundar a instrução, em face de "atos notórios" que podem eventualmente levar à compreensão do assunto.

Investigações sobre a parceria

Ele disse que oportunamente deverá trazer o caso de volta à pauta do tribunal. A investigação foi iniciada em outubro de 2024 e apura a realização de investimento minoritário da Amazon na Anthropic por meio de duas notas conversíveis em ações.

As partes disseram que a Anthropic e seu grupo econômico não atendem ao critério de faturamento superior a R$ 75 milhões no Brasil. As representadas defenderam que a colaboração não consiste em contrato associativo pois não estabelece: 1) empreendimento comum entre a Amazon e a Anthropic; 2) o compartilhamento de riscos e resultados; e 3) os principais campos de atividade da Amazon e da Anthropic são amplamente complementares, embora ambas sejam ativas no desenvolvimento de FMs.

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Impacto na concorrência

No início da sessão, o presidente do Cade, Diogo Thomson, fez um preâmbulo para comentar sobre os casos na pauta desta quarta-feira. Eles tratam de assuntos correlatos ao processo envolvendo a Amazon, com big techs adquirindo startups de IA.

Ele afirmou que a ausência de faturamento não significa necessariamente a ausência de importância concorrencial. "A experiência recente em mercados digitais e tecnológicos é evidência que empresas ainda em estágio inicial de monetização podem deter ativos ou capacidades de elevado valor estratégico", argumentou.

O presidente prosseguiu afirmando que operações que superam os limiares de faturamento não estão, por essa razão, necessariamente fora do campo de atenção do Cade. A autoridade concorrencial deve ficar atenta a arranjos que impliquem transferência relevante de ativos, capacidades, tecnologia, pessoal estratégico ou potencial competitivo entre os agentes.

Para o Cade, é crucial observar como as empresas intensificam campanhas de influência para impactar medidas regulatórias. Ele salientou que o colegiado decidiu que faria sentido trazer todos os casos correlatos na mesma sessão.

O presidente finalizou sua fala colocando que os casos devem receber "especial atenção" do órgão concorrencial. O colegiado decidiu que faria sentido trazer todos na mesma sessão.

Os demais casos envolvem Microsoft Corporation e Inflection AI, Microsoft Corporation e Mistral AI, Google e Character Technologies e Nvidia e Run:ai.