O governador da Califórnia, Gavin Newsom, ordenou nesta quinta-feira (21) que os órgãos locais comecem a elaborar um plano para mitigar o impacto da inteligência artificial nos empregos.
Com essa medida, a Califórnia se torna o primeiro Estado dos Estados Unidos a adotar uma iniciativa desse tipo. A diretriz de Newsom surge em um momento de crescentes temores de que a IA possa eliminar todo tipo de emprego, à medida que as máquinas aprendem a realizar tarefas que antes exigiam seres humanos.
A ordem executiva mobilizará agências estaduais, especialistas, universidades e líderes da indústria para elaborar políticas sobre padrões de indenização por demissão, seguro-desemprego e capacitação de trabalhadores. O objetivo é evitar surpresas desagradáveis e cortes repentinos de pessoal, buscando um melhor monitoramento de contratações e demissões.
"As empresas vão ganhar uma fortuna e, por isso, não podemos continuar tendo um sistema de impostos sobre a folha salarial que tribute os empregos e depois subsidie a automação", disse o governador em um comunicado. Newsom afirmou que o avanço vertiginoso da IA torna necessário reinventar todo o sistema de trabalho.
O governador, que é considerado um dos principais aspirantes do Partido Democrata para as eleições presidenciais de 2028, destaca a urgência de adaptação frente às novas realidades tecnológicas.
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O setor de tecnologia dos Estados Unidos - cujo centro nevrálgico fica no Vale do Silício, na Califórnia - cortou mais de 52 mil postos de trabalho nos três primeiros meses do ano, segundo a consultoria Challenger, Gray & Christmas.
Redução de pessoal no setor de tecnologia
Na quarta-feira, a Meta, empresa controladora do Facebook, começou a demitir 8 mil pessoas, cerca de 10% de sua força de trabalho. Os avanços em IA, que permitiram automatizar tarefas cada vez mais complexas, costumam ser citados pelas empresas como motivo para reduzir seus quadros de funcionários.
Entretanto, alguns analistas do setor sustentam que as companhias estão usando essa tecnologia como pretexto para outros cortes de custos. As mudanças provocadas por essa tecnologia na forma de trabalhar repercutem no mundo inteiro e geram um debate global.
Líderes de tecnologia e o futuro do trabalho
Alguns líderes de grandes empresas de tecnologia, como Elon Musk e Sam Altman, da OpenAI, sugeriram que essas tecnologias deixarão tanta gente sem trabalho que os seres humanos se tornarão criaturas ociosas. Para esses líderes, será necessário fornecer algum tipo de renda básica universal para que consigam sobreviver.