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EUA e China muito perto de acordo sobre TikTok

China anunciou uma "investigação exaustiva" contra a empresa americana de chips Nvidia

Negociações, lideradas por Bessent (foto) e pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, buscam reduzir as tensões comerciais e tecnológicas
Negociações, lideradas por Bessent (foto) e pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, buscam reduzir as tensões comerciais e tecnológicas Foto : Thomas Coex / AFP

Estados Unidos e China estão "muito perto" de chegar a um acordo sobre o futuro do TikTok, afirmou o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, nesta segunda-feira (15). A declaração foi feita em Madri, durante o segundo dia de negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo. A agenda de discussões inclui temas delicados, como a ameaça de tarifas e a exigência de Washington para que o aplicativo seja vendido a uma empresa não chinesa.

"Estamos muito perto de resolver o problema do TikTok", disse Bessent, ressaltando que, caso não haja um acordo, isso não afetará a relação "geral, que é boa" entre os países. As negociações, lideradas por Bessent e pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, buscam reduzir as tensões comerciais e tecnológicas que têm abalado a relação bilateral.

China investiga Nvidia por monopólio

Apesar do otimismo de Bessent sobre o TikTok, as tensões comerciais persistem. A China anunciou nesta segunda-feira uma "investigação exaustiva" contra a empresa americana de chips Nvidia, acusando-a de violar leis antimonopólio. A Nvidia, líder mundial na produção de semicondutores para inteligência artificial, tem sido alvo de restrições de exportação de Washington para a China, por questões de segurança nacional.

A investigação contra a Nvidia e a análise do setor de semicondutores nos EUA, iniciada no fim de semana, mostram que as disputas comerciais entre os dois países estão longe do fim. Atualmente, as tarifas estão temporariamente reduzidas, mas podem ser retomadas a partir de 10 de novembro caso um acordo não seja alcançado. As reuniões em Madri podem abrir caminho para uma possível cúpula entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, ainda este ano.

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