O assistente de inteligência artificial Gemini, do Google, alcançou a marca de 1 bilhão de usuários mensais, anunciou nesta terça-feira (11) o CEO da Big Tech, Sundar Pichai. O total contabiliza os acessos realizados por meio da integração da IA nas diversas plataformas digitais da empresa.
"É o produto com crescimento mais rápido da nossa história", comemorou Pichai em suas redes sociais. O marco comercial contrasta com turbulências internas na divisão de inteligência artificial da companhia.
Debandada de talentos e reestruturação técnica
O avanço do Gemini ocorre durante uma reformulação na gestão científica do grupo. Demis Hassabis, laureado com o Nobel de Química, deixou a rotina operacional do laboratório DeepMind. A divisão também sofreu baixas de peso na área de desenvolvimento, como a saída de Jeff Dean, estrategista central de engenharia do Google por quase 30 anos.
Além do desfalque na equipe, a empresa enfrenta atrasos em seu cronograma de inovação. O Gemini 3.5 Pro, modelo de linguagem de última geração previsto inicialmente para junho, ainda não teve seu lançamento efetuado. No mesmo período, concorrentes lançaram ferramentas de maior capacidade, sobretudo no segmento de geração de código — área de forte rentabilidade no mercado corporativo.
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Distribuição massiva e concorrência com a OpenAI
Apesar dos percalços no desenvolvimento técnico, a escala de distribuição global do Google permanece como sua vantagem competitiva central. A empresa tem embarcado recursos do Gemini de forma nativa em serviços de uso diário, como o mecanismo de busca, o Gmail, o Google Maps e o YouTube.
A disputa pela liderança de público segue acirrada: em julho, a OpenAI divulgou ter alcançado a marca de 1 bilhão de usuários somando todas as suas plataformas capitaneadas pelo ChatGPT, sem especificar se o indicador se refere a acessos semanais ou mensais.