A gigante da tecnologia Google e a desenvolvedora nuclear Elementl Power assinaram um acordo para desenvolver três usinas nucleares avançadas nos Estados Unidos, de acordo com um comunicado divulgado nesta quarta-feira, 7. Esta parceria acontece em um momento em que empresas de tecnologia buscam novas fontes para atender às crescentes demandas de energia da revolução da inteligência artificial (IA) generativa.
Pelo acordo, o Google fornecerá capital inicial para desenvolver três projetos esboçados para gerar pelo menos 600 megawatts de capacidade de energia cada, o equivalente em potência a uma usina de energia grande e padrão. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), o consumo de eletricidade dos centros de dados mais que dobrará até 2030, o que cria desafios significativos para garantir energia suficiente à medida que o uso da IA se acelera.
Amanda Peterson Corio, chefe global de energia dos centros de dados do Google, disse que o plano ajuda a cumprir o compromisso da empresa de fortalecer as redes elétricas. "A tecnologia nuclear avançada fornece energia confiável, de carga base, 24 horas por dia, 7 dias por semana", que serve de suporte "à IA e à inovação americana", acrescentou. A colaboração entre o Google e a Elementl Power envolverá o trabalho com parceiros de serviços públicos e de regulamentação de energia para identificar os locais adequados, segundo uma declaração conjunta das empresas.
As principais empresas de tecnologia reconhecem cada vez mais as suas crescentes necessidades energéticas. A Microsoft planeja usar energia de novos reatores em Three Mile Island, local do pior acidente nuclear dos Estados Unidos em 1979. A Amazon também assinou um acordo no ano passado para usar energia nuclear em seus centros de dados.
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A Elementl Power avaliará potenciais fornecedores de tecnologia nuclear e parceiros de construção. Embora sejam caras e politicamente complicadas de construir, uma vez operacionais, as usinas nucleares fornecem eletricidade consistente e sem emissões de carbono.
As empresas de tecnologia investem em pequenos reatores modulares (SMR, na sigla em inglês), embora esses reatores compactos e potencialmente mais fáceis de implantar ainda sejam experimentais. A Amazon anunciou investimentos em projetos de SMR, incluindo um investimento direto na start-up X-energy. O Google fez uma parceria com a Kairos Power para desenvolver SMRs que, segundo a empresa, podem estar operacionais em 2030.